Cotidiano

Exército diz que recapeamento na Capital começa em novembro

As obras vão durar dois anos e meio

Midiamax Publicado em 08/09/2016, às 20h35

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As obras vão durar dois anos e meio

A parceria entre o Exército e a Prefeitura de Campo Grande para recapeamento e drenagem de avenidas e ruas da capital finalmente vai sair do papel, ao menos é o que promete o exército. Na tarde desta quinta-feria (8) a equipe de engenharia do Exército e representantes da Seinthra (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) e da Segov (Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais) 'lançaram' as obras, que devem começar em novembro e durar dois anos e meio.

O trecho escolhido para começar é o das Avenidas Bandeirantes e Marechal Deodoro, próximo ao trevo. Quem vai executar as obras é o 9º Batalhão de Engenharia de Construção, de Cuiabá, coordenado pelo 3º Grupamento de Engenharia do Exército.

O 9º Batalhão vai disponibilizar 240 homens para o projeto, conforme explicou o Capitão Filipe, de Cuiabá. O trecho da Bandeirantes e da Marechal foi escolhido de forma técnica, segundo o capitão, já que o local possui localização mais baixa e menos problemas de drenagem. Ao todo, as obras percorrem 12 quilômetros e também abrangem as ruas Brilhante e Guia Lopes.

Recursos

O projeto foi orçado em R$ 22 milhões, com recursos da Caixa Econômica Federal, na parceria entre Prefeitura e Exército. O 9º Batalhão é um dos 4 batalhões especializados em engenharia do país – além do Centro-Oeste, representado por Cuiabá, o Brasil possui batalhões na região nordeste, norte e Sul, todos coordenados pelo 3º Grupamento de Engenharia, conforme explicou o Comandante Guedin. O exército irá trabalhar com máquinas de pavimentação, caçambas, rolos lisos, rolos de pneus, escavadeiras, caminhões, equipamentos de demolição e retroescavadeira.

O comandante Guedin explicou que o exército possui dois tipos de execução de obras: de cooperação, – a exemplo da da parceria com a Prefeitura – e militar, quando são obras do próprio Exército. A execução com mão-de-obra do Exército, conforme explicou, é mais requisitada nas regiões norte e nordeste. “Historicamente a necessidade de desenvolvimento é maior no norte e nordeste. Depois que terminamos a BR – 163 que liga Cuiabá à Santarém, estamos voltando a executar outros projetos”, explicou.

Demora na execução

Questionado sobre a demora na execução – o anúncio da parceria foi feito no começo do ano -, o secretário da Seinthra, Amilton Cândido de Oliveira, explicou que o projeto 'paralisou' por dois meses na AGU (Advocacia Geral da União).

“Foi por conta da assinatura do governo, que saiu só no dia 25 de agosto. Passou por uma análise na AGU. Queriam saber dos recursos, porque mesmo sendo da Caixa, na verdade o recurso é da Prefeitura. Mas acredito que as obras terminem antes do prazo estipulado”, declarou.

Quem analisou o projeto na AGU foi o NAJE (Núcleo de Assessoramento Jurídico do Exército). “É normal que a análise seja mais demorada e feita com mais cuidado, porque o Exército não visa lucro, então a gente tem quem, de fato, fiscalizar melhor”, complementou o comandante Guedin.

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