Cotidiano

Em 2 semanas, famílias invadem 5 áreas publicas em Campo Grande

Nesta quinta-feira, ocupação ocorre no Jardim Canguru

Midiamax Publicado em 15/09/2016, às 18h19

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Nesta quinta-feira, ocupação ocorre no Jardim Canguru

Desde o início de setembro, famílias de Campo Grande ocuparam cinco áreas públicas da cidade. A primeira começou no dia 3 de setembro, na Rua Jorge Budib, no Residencial Gregório Correa, e a segunda no dia 13, quando cerca de 70 famílias ocuparam três áreas públicas no Jardim Montevidéu, entre as Ruas Manduba e Panonia, ambas na região norte da Capital. Na tarde desta quinta-feira (15), 40 famílias iniciaram a limpeza de uma área localizada na Rua Araraquara, no Jardim Canguru.

As famílias começaram a chegar no início da tarde desta quinta. A maioria dos participantes são moradores de aluguel e reivindicam lotes ou casas da populares da Emha (Agência municipal de habitação). Nenhum barraco foi erguido, até o momento.

Um dos participantes da ação, o jardineiro Paulo de Oliveira mora no bairro há 15 anos é quem organiza as famílias. "A Guarda no orientou a paralisar a limpeza e nós estamos agindo de forma pacífica à espera de representantes da Prefeitura", disse.

O líder comunitário Osvaldo Violeiro disse que estava a caminho da lotérica quando viu a ocupação. Ele afirma que foi até o local para impedir a ocupação do campo de futebol do bairro, que é utilizado aos domingos para campeonatos. "A área da lateral e fundos que está sendo ocupada tem cerca de um hectare e meio. Seria ótimo a construção de casas aqui, pois ficaria tudo limpo e tiraria essas famílias no aluguel", relata.

À reportagem, Thomaz sub-comandante da guarda, disse que foram acionados por moradores do bairro e que de imediato acionaram a Semadur e a Emha, que realizam a análise da área. Seis viatura da Guarda Municipal e uma da Patrulha Ambiental estão no local. 

Janaína Benites, 23 anos, casada, e com um filho de 3 anos, disse que a equipe da Semadur pegou os dados pessoais e vão emitir uma notificação para que eles façam a inscrição na Emha, e quem já possuir inscrição regularizar. Mesmo sendo orientada pela Semadur, de que não será garantia de terreno."Eu moro de favor há 5 anos, no Jardim Canguru e vou construir, sim, um barraco, nem que seja de lona", disse. 

Djovana Rodrigues, 28 anos, mora de aluguel, com o marido e um filho de 9 anos, e disse que já tem inscrição na Emha há 9 anos. "Eu pagho R$ 450 eais de aluguel e queremos a área para pelo menos construirmos", disse.

3 de setembro

As 133 famílias começaram a limpar os terrenos na Rua Jorge Budib, no Residencial Gregório Correa, para levantarem os barracos que devem ficar no local. A chuva, no entanto, dificultou o processo, e as pessoas começaram a 'construção' na quarta-feira (7), aproveitando o feriado de folga. As famílias querem pressionar a Emha (Agência municipal de habitação) para acelerar o processo de construção de moradias populares. 

13 de setembro

As 70 famílias ocuparam três áreas públicas no Jardim Montevidéu, norte da capital, entre as Ruas Manduba e Panonia. A ocupação é coordenada por movimentos sociais, “Frente Povo sem Medo” e “Movimento Lutas, Campo e Cidade”. As famílias começaram a chegar durante o final de semana e alguns barracos já estão de pé. Famílias reivindicam celeridade e transparência na Emha [Agência municipal de habitação de Campo Grande].

Jornal Midiamax