Cotidiano

Com 1 ano e três meses, Betina aguarda transplante e você pode ajudar

Criança foi diagnosticada com leucemia 

Clayton Neves Publicado em 04/08/2016, às 10h30

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Criança foi diagnosticada com leucemia 

Diagnosticada com leucemia em dezembro do ano passado quando tinha apenas cinco meses, a pequena Betina, hoje com um ano e três meses, luta pela vida enquanto aguarda por um transplante de medula óssea. A criança passa pelo segundo período de internação no Hospital Regional, em Campo Grande, e somente o procedimento médico, aliado à solidariedade das pessoas pode curá-la.

Motivado pelo anseio de ver Betina livre do câncer, nesta terça-feira (2), o advogado Helio de Oliveira Neto, de 40 anos, pai da pequena, resolveu utilizar as redes sociais para fazer um apelo solidário em favor da filha.

 “Peço encarecidamente que vocês e outras boas almas façam o cadastro de doadores de medula para que possamos achar um doador compatível. Peço suas sinceras orações e tenho fé de que ela será curada. Deus abençoe vocês”, diz o relato no pai na rede social.

A luta

Helio explica que após ser diagnosticada com a doença, a criança ficou por dois meses internada no Hospital Regional. Para companhá-la entre uma sessão e outra de quimioterapia, a mãe deve de largar tudo e ir morar com a menina na unidade hospitalar.

 No fim do mês de fevereiro a criança recebeu autorização médica para retornar para o aconchego de casa. Todavia, cinco meses mais tarde, viria à notícia que a família não esperava e não queria receber.

“Na semana passada ela ficou caidinha, fomos até o médico e ele constatou que a doença havia voltado e agora só com transplante de medula é possível curar”, revela o pai.

Solidariedade

Cerca de quinze minutos e apenas 4 ml de sangue é o que é preciso para entrar no cadastro de doação de medula óssea. Com estes dois gestos é possível salvar não somente a vida de Betina, mas a de centenas de pessoas que atualmente passam pela mesma dificuldade da criança.

Atualmente, cerca de 145 mil pessoas fazem parte do cadastro em Mato Grosso do Sul. No Brasil o total é de aproximadamente 4 milhões de pessoas,  número que ainda é considerado baixo diante da dificuldade de se encontrar doador compatível, e da densidade populacional do País.

“Eu não era doador, passei a ser depois que tudo isso aconteceu na minha vida, mas é justamente aí que está o erro. As pessoas esperam ao pior acontecer, esperam a dificuldade chegar perto para se conscientizar que simples ações podem ajudar imensamente o próximo”, desabafa o Helio.

Como se cadastrar

Ao contrário da doação de sangue, para registro no cadastro de medula óssea não é preciso limite mínimo de peso. Também não há restrições às gestantes.

 Os interessados precisam ter de 18 a 55 anos, e não podem ter doenças venéreas ou ter tido algum tipo de câncer.

A coleta é feitas nos hemonúcleos. Em Campo Grande são três:

Hemosul

Endereço: Avenida Fernando Corrêa da Costa, 1304 – Centro

Horáro: de segunda à sexta-feira das 7h às 17h e sábado das 7h às 12h

Tel: (67) 3312-1500

Santa Casa

Endereço: Rua Eduardo Santos Pereira, 88 – Centro

Horário: de segunda à sexta-feira das 7h às 11h e das 13h às 16h30

Tel: (67) 3322-4000

Hospital Regional

Endereço: Avenida Engenheiro Lutero Lopes, 36 – Conjunto Aero Rancho

Horário: de segunda a sexta-feira das 7h às 11h.

Tel: (67) 3378-2500

Jornal Midiamax