Cotidiano

​Cliente denuncia fiscal da Agetran por impedir embarque em táxi no aeroporto

O passageiro foi impedido de embarcar no veículo

Midiamax Publicado em 02/08/2016, às 13h16

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O passageiro foi impedido de embarcar no veículo

O número irrisório de táxis no aeroporto da Capital, abaixo da demanda, causou constrangimento a um cliente do serviço na última sexta-feira (29). Após o voo pousar na capital, Oseias Oliveira, 37, levou uma advertência de um funcionário da Agetran (Agência Municipal de Trânsito de Mato Grosso do Sul) em meio a fila de táxis, por tentar pegar um táxi que teria deixado uma pessoa no aeroporto, mas que não seria da frota cadastrada para operar no local.

“Os táxis que ficam lá não dão conta de atender. Chegam oito aviões ao mesmo momento e os de fora vêm ajudar. Na sexta-feira à noite eu chamei o taxista e ele olhou para o fiscal da Agetran que logo disse que eu não poderia pegar aquele táxi. Eu contestei, disse que poderia pegar o táxi que eu quisesse e ele falou que aplicaria a multa", declara Oseias, que trabalha no comércio.

Depois de constrangido, Oseias se negou a aceitar a advertência, e acabou entrando em outro táxi que deixara uma cliente no aeroporto. “Olha, eu tô falando isso porque já não é a primeira vez que fazem isso comigo. É uma máfia, eles fazem o que querem”, comentou Oseias. O taxista, Carlos Magalhães, 57, foi multado pelo funcionário da Agetran. 

Para Carlos, que trabalha há 26 anos na profissão, a Agetran tem prejudicado o trabalho dos taxistas. “Você pode pegar o passageiro que você quiser, o passageiro pode pegar o táxi que quiser”, comentou. Carlos também reclamou das multas que recebe do órgão. De acordo com ele, elas não têm um parâmetro que se aplica a todos os taxistas.

“A Agetran só pune a gente, ficam multando a todo momento. Tenho duas multas por encostar do lado do aeroporto e embarcar passageiro. Como um dia pode e outro não pode, está sendo uma faca de dois gumes”, criticou. “A gente tenta dialogar, mas com a Agetran não tem diálogo. Eles só querem ferrar a gente”, complementa.

Nessa segunda-feira (1º) no horário de pico de chegada de voos à Capital, por volta das 14 horas, passageiros enfileiravam-se para pegar táxi e muitos esperavam em vão. Cansado de esperar, um homem pediu um táxi por conta, e desistiu de esperar um veículo da frota do aeroporto, parecendo nervoso.

(Luiz Alberto)

Para o comissionário de voo, Jhon Enio, 29, esperar táxis do aeroporto é uma missão impossível. “Na verdade eu sempre peço de fora e sempre levo broncas do fiscal. A maioria dos voos casam os horários, principalmente à noite. A estrutura é pequena”,  observa.

Jhon também observa aeroportos ao redor do Brasil e para ele, Campo Grande está atrasada. “Já quase perdi voos por isso. 80% dos aeroportos já mudaram as suas estruturas”.

O paulistano Christy Johann, 23, acabou de mudar para a capital de Mato Grosso do Sul. Ele afirma que o problema aqui, ainda é 'pequeno' se comparado aos problemas de trânsito na capital paulista, e que pode ser prevenido. “Pode se tornar um problema muito recorrente aqui. Reparei que tinha bastante vindo no mesmo horário, então tentei vir rápido do meu voo. Ainda dá pra planejar melhor”, afirma. 

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