Cotidiano

Apoiadores de Lula e Dilma protestam em frente à afiliada da Globo em MS

Até o momento, cerca de 300 pessoas estão no local

Guilherme Cavalcante Publicado em 18/03/2016, às 20h42

None
gg.jpg

Até o momento, cerca de 300 pessoas estão no local

A manifestação em apoio a presidente Dilma e contra o impeachment, que teve início por volta das 16h, reúne neste momento integrantes de movimentos como o MST, CUT, partido PC do B, e membros de sindicatos que são do PT – cerca de 250 a 300 pessoas, de acordo com informações da Polícia Militar. O protesto acontece na Rua Santana com Avenida Eduardo Elias Zahran, em frente a TV Morena.

O tráfego na Rua Santana está interrompido. Segundo o coronel da PM Emerson de Almeida Vicente, 100 homens do efetivo da PM estão preparados para atuar na região. Porém, no momento, apenas 30 estão no local. "Aqui está tranquilo, dentro da normalidade. Nossa preocupação é apenas que manifestantes contrários façam alguma coisa. Estamos aqui para garantir a segurança e, se necessário for, temos retaguarda. Mas não creio que será necessário", explicou. Além da PM, 10 homens da Guarda Civil Municipal também estão presentes, mas exclusivamente para coordenar o trânsito na área.

A entrada principal da TV Morena, que fica na Rua Santana, está fechada com uma cerca de ferro. O acesso ao prédio não está impedido, porém, apenas pessoas que são da empresa estão autorizadas a entrar. Representantes da emissora da Rede Globo, um dos alvos das manifestações, afirmaram que não haverá pronunciamento a outros canais de comunicação, mas que o Jornal Nacional fará cobertura.

'Contra o Golpe'

Os manifestantes presentes empunham faixas, bandeiras e cartazes com dizeres 'Contra o Golpe', Çontra o Impeachment' e 'A Rede Globo apoiou a ditadura'. O presidente do PT em Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Biffi, afirmou que o movimento é nacional e de massa, não sendo organizado ou convocado pelo PT. Ele também destaca que no Estado há certas peculiaridades.

"Aqui em MS, por exemplo, temos algumas diferenças. Aqui temos um governo do PSDB, temos a FIEMS (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul), maçonaria e todo mundo aparelhando manifestações contra nós. É diferente do que acontece no resto do país. Eles são forças poderosas, mas nos temos clareza de que o Brasil irá superar tudo isso. Acredito, inclusive, que os protestos que acontecem hoje no país serão ainda maiores que domingo", declarou.

Biffi também apontou que considera os últimos acontecimentos políticos graves. "Estamos diante de um golpe da direita pelo poder. As pessoas estão rasgando a Constituição. O juíz Moro está infringindo direitos constitucionais, e isso é um risco muito grande para a democracia", acrescentou.

A presidente da Fetems, Sueli Veiga, também declarou apoio à manifestação. "Entendemos que temos que formar fileiras contra o golpe de estado que a direita quer implantar no país. Temos que garantir neste dia, neste momento, a democracia do nosso país. A direita está articulando o impeachment, mas, se ela quer governar, tem que ganhar no voto", concluiu.

Jornal Midiamax