Cotidiano

‘Um dó danado’: cachorro abandonado sensibiliza moradores na Capital

Família mudou-se 'do dia pra noite' e deixou animal

Arlindo Florentino Publicado em 18/06/2015, às 16h14

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Família mudou-se ‘do dia pra noite’ e deixou animal

O caso de um cachorro abandonado por uma família, no Conjunto Mata do Jacinto, em Campo Grande, deixou vizinhos indignados e ainda pode tornar-se caso de polícia. Enquanto isso, a própria vizinhança toma conta do animal.

O cão, sem raça definida, vivia com uma família na Rua Etelvina Nascimento. No entanto, os moradores da residência “anoiteceram mas não amanheceram”, conforme afirmam alguns vizinhos – ou seja, mudaram-se repentinamente e deixaram o cachorro.

Isto aconteceu há aproximadamente 10 dias e, desde então, o cão é alimentado pelos vizinhos. “Para ele não ficar preso, abrimos o portão e ele passou a perambular pelas proximidades, pois está acostumado com a casa. À noite, abrimos novamente o portão e ele dorme lá dentro”, diz um morador.

Alguns chegam a falar que esta é a segunda vez que isto acontece. “Quando estes últimos moradores chegaram aqui, o cachorro já estava na casa. Agora ele foi abandonado pela segunda vez “, arriscam-se a dizer moradores do bairro.

O aposentado Argemiro Cardoso dos Santos, de 79 anos, é um dos que dá alimento e água para o animal. “Ele é meio cismado, arisco. Não é bravo e fica sempre rondando a casa onde a família vivia. Dá uma dó danada (sic). Se eu tivesse um chácara levaria ele para lá, mas em casa não dá pra ficar”, afirmou, enquanto colocava restos de comida para o cão.

Os moradores afirmam que, embora pequeno, o cachorro dá despesa, pois existe a preocupação de alimentá-lo com restos de comida e até mesmo ração, que é colocada em um pratinho próximo ao portão da residência onde a família morava. “Esperamos que alguém o adote ou mesmo o CCZ venha aqui e tome uma providência. Não pode ele continuar perambulando por aqui”, afirmou uma moradora, que preferiu não se identificar.

Por seu turno, o delegado Wilton Vilas Boas de Paula, da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) afirmou que, dependendo da situação, o caso pode ser tipificado como crime de abandono. “Assim que identificarmos os responsáveis, eles poderão responder por crime de abandono e serem punidos por isto, mas ainda vamos estudar o caso”, afirmou.

Jornal Midiamax