Cotidiano

Servidores municipais protestam contra atraso no pagamento do Bolsa Alimentação

Administrativos da Educação já paralisaram atividades

Wendy Tonhati Publicado em 28/09/2015, às 11h30

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Administrativos da Educação já paralisaram atividades

Servidores da área administrativa das escolas municipais e agentes comunitários de saúde realizam uma manifestação na manhã desta segunda-feira (28), na frente da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), em Campo Grande. As categorias reclamam de a Prefeitura não pagar o Bolsa Alimentação, no valor de R$ 190 e R$ 160, respectivamente, que deveria estar na conta no máximo até a sexta-feira (18).

De acordo com presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande), Marcos Tabosa, aproximandamente 300 pessoas participam da manifestação. O grupo pretende ir andando até a Prefeitura de Campo Grande, mas não tem esperança de o prefeito Alcides Bernal o receba. “Só querem que o Bolsa seja pago”, diz Tabosa.  

Conforme o presidente do Sisem, parte dos administrativos da Educação já paralisou as atividades e a expectativa é de que 85% deles suspendam os trabalhos. Ao todo, são 2 mil administrativos e 1,3 mil agentes comunitários que não receberam o Bolsa Alimentação. 

“A Prefeitura não fez o repasse do Bolsa Alimentação. Esse valor é de negociação salarial feita em 2014. Eu não entendo por que o prefeito pagou R$ 5,6 milhões para a Omep e para a Seleta, que são terceirizados, e não quer pagar o Bolsa Alimentação dos servidores”, diz Tabosa. 

Segundo o Sisem, há 20 dias as categorias tentaram diálogo com a Prefeitura e o prefeito disse que pagaria o benefício, que foi aprovado na Câmara. Na época foi acordado que em vez de a Prefeitura dar aumento salarial, o benefício passaria de R$ 120 para R$ 190, com carga horária de 30 horas semanais. 

Zuleide Ferreira, de 47 anos, trabalha há 11 anos no setor administrativo da Educação e reclama de a Prefeitura conceder o Bolsa Alimentação como forma de aumento salarial. “Contávamos com isso. São R$ 190 por mês de bolsa”. 

Marli Bogado, de 54 anos, está há 23 anos trabalhado na Educação e diz que em 2014 foi feito um acordo em forma de aumento. “Estamos sem o Bolsa e sem o aumento. Está faltando coisa na minha casa. R$ 190 para mim faz falta”. 

Jornal Midiamax