Cotidiano

Secretário diz que processante dificulta negociação com grevistas

Professores esperam nova proposta da Prefeitura

Thatiana Melo Publicado em 13/08/2015, às 13h03

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Professores esperam nova proposta da Prefeitura

O secretário municipal de Administração, Wilson do Prado, afirmou nesta quinta-feira (13), que a possibilidade de abertura de uma comissão processante contra o prefeito Gilmar Olarte, é um fator que dificulta a negociação com os professores e com os médicos – esta categoria pode voltar a paralisar os trabalhos no sábado (15).

Prado avalia que a processante dificulta principalmente as negociações com os professores, que segundo ele, é na maioria sindicalizados e muitos filiados a partidos políticos. O secretário questionou ainda a pressão que os servidores fazem indo à Câmara Municipal. Ele diz que os grevistas não costumam ir à Prefeitura e isso demonstra que eles querem articular a abertura do processo.

“Tem um grupo de políticos que está por trás dessa greve. Porque se a gente for olhar o movimento, é pequeno. As pessoas que estão no movimento são pessoas da diretoria do sindicato e o restante são sindicalistas e pessoas vinculadas”, diz. “Enquanto não acabar a situação da processante, eu acredito que não acaba a greve”, acrescentou Prado.

Com relação à greve dos professores, o secretário voltou a desmentir o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Gonçalves – o sindicalista informou ao Jornal Midiamax nesta quinta, que ainda durante a manhã, receberia uma proposta da prefeitura. Prado afirmou que nenhum documento será enviado aos grevistas.

“Toda a ação deles não é na Prefeitura, que seria é o local que deveria acontecer. A ação dos professores é sempre na Câmara, nos dias de sessão. Pedindo efetivamente a cassação. Está bem alinhado toda essa historia de movimento político por trás do sindicato”. 

Os professores municipais estão em greve há mais de 50 dias e na quarta-feira (12), divulgaram uma carta aberta aos pais e aos alunos da Reme (Rede Municipal de Ensino) pedindo o apoio dos pais e dos alunos ao movimento grevista.

Jornal Midiamax