Cotidiano

Santa Casa pode fechar pediatria caso contratualização do serviço não avance

Santa Casa está sem contrato com Prefeitura desde junho

Wendy Tonhati Publicado em 07/08/2015, às 17h28

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Santa Casa está sem contrato com Prefeitura desde junho

A Santa Casa pode  fechar dois serviços de atendimento pediátrico, caso a contratualização dos serviço, que envolve a ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), o governo de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Campo Grande não seja definida.

O hospital informou ao Jornal Midiamax que, por enquanto, os serviços oferecidos de atendimento materno-infantil e UTI Neonatal continuam funcionando normalmente, mas ainda dependem da negociação, para um possível corte nas especialidades citadas. Informações internas garantem que o setor de pediatria custa em torno de R$ 500 mil.

O hospital explicou que os áreas podem ser desativados no caso da proposta apresentada pela Santa Casa, referente à contratualização de prestação de serviço via gestor municipal, não for efetivada, devido à incompreensão do custo do atendimento dos usuários, por parte de um hospital privado e filantrópico. 

A Santa Casa informou que propôs R$ 4 milhões para a Prefeitura, pois este é o custo para cumprir as metas quantitativas e qualitativas já prestada ao SUS (Sistema Único de Saúde). O hospital disse ainda que o impasse continua e nenhuma reunião está prevista por enquanto.

Atualmente, a UTI Neonatal da Santa Casa possui oito leitos, sendo estes, com a média de ocupação de 100%, já a Unidade Intermediária, possui 11 leitos, com a taxa média de ocupação de 100%.

O secretário municipal de saúde Jamal Salém, afirmou que está tranquilo quanto à negociação, pois a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) está fazendo a parte dela para assinar o contrato e que não tomou conhecimento desta possibilidade de fechamento.

Nas últimas negociações chegou a ser formulada uma proposta de renovar por cinco anos o contrato mensal de R$ 3,5 milhões com possibilidade de chegar a R$ 4 milhões. O aumento poderia ocorrer caso o hospital aceitasse abrir 10 novos leitos de UTI e ampliar a capacidade estrutural de tratamento intensivo, que atualmente é de 108 leitos.

Jornal Midiamax