Cotidiano

Saiba o que fazer para evitar a demora no atendimento a acidentes de trânsito

Casal precisou esperar 7 horas para ser atendido

Isaias Domingues Publicado em 01/04/2015, às 06h13

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Casal precisou esperar 7 horas para ser atendido

Depois da demora de 7 horas no atendimento, pelos órgãos de trânsito, a um acidente de pequenas proporções ocorrido na última segunda-feira (30) no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, o Jornal Midiamax esclarece os motoristas em como proceder nestes casos a fim de evitar a espera por uma viatura.

No acidente em questão, um casal, sobre uma moto, colidiu com um caminhão na Rua marques de Lavradio esquina com Caiová. Ao ligar para o 190, o casal foi informado de que havia, pelo menos, 15 ocorrências em sua frente e que havia poucas viaturas para atendimento. Assim, os acidentados esperaram por mais de 7 horas.

Em contrapartida, a BPTran (Batalhão da Polícia Militar de Trânsito) esclareceu que este foi um caso isolado. Além disso, o batalhão detalhou medidas que podem ajudar a desafogar o atendimento a acidentes de trânsito. “Esse caso de ontem foi isolado, não ocorre sempre. Eu particularmente nunca havia visto demorar tanto”, diz o Coronel Tolentino, comandante da BPTran.

A PM (Polícia Militar) divulgou que, atualmente, há três viaturas sendo usadas pela BPTran e duas pelo juizado especial de trânsito, totalizando cinco carros para atender uma média de 20 acidentes por dia. Porém, na última segunda-feira (30), houve um aumento significativo de ocorrências, passando para 37 casos.

Como agir em acidentes?

O coronel esclarece que os casos de colisões em que não há vítimas, os envolvidos podem fazer um registro on-line. Desta forma, as viaturas, encarregadas de fazer o registro no local, ficarão desafogadas. “É preciso divulgar isso. A população pode ficar tranqüila que o registro pela internet tem o mesmo valor do feito por um policial, podendo ser usado para uma eventual disputa judicial. Neste boletim, o usuário pode inserir até quatro fotos do acidente”, explica Tolentino.

Além do registro on-line, as pequenas ocorrências são feitas pelo juizado de trânsito, ou seja, as acidentes mais complexos são direcionados para a PM, de acordo com o coronel.

Onde acessar?

Assim, nos acidentes sem vítimas, os envolvidos podem acessar a página da PM: www.pm.ms.gov.br. Em seguida, basta clicar no link BO on-line e inserir as fotos e a dinâmica do acidente. “Um policial não tem a competência de decidir quem está com a razão em um acidente. Por isso nós aconselhamos as pessoas a usarem mais o registro pela internet. Em uma eventual disputa judicial, quem vai decidir é o juiz”, reforça o coronel Tolentino.

Jornal Midiamax