Cotidiano

Presidente do CMDCA nega irregularidades em eleição de conselheiros tutelares

Uma ação popular pede a anulação do resultado

Guilherme Cavalcante Publicado em 12/10/2015, às 23h18

Foto ilustrativa | Reprodução
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Uma ação popular pede a anulação do resultado

A presidente do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), Dalva Cisi, contestou as denúncias que embasam a ação popular que quer derrubar o resultado das eleições para conselheiros tutelares em Campo Grande. Segundo ela, não houve comprovação de compra de votos ou boca de urna nos colégios onde as eleições foram realizadas. “Nós solicitamos um guarda municipal para cada escola e sempre que nos acionavam com denúncias, a gente ligava pro guarda e ele não havia flagrado nada. Não nos apresentaram uma foto, um vídeo, num tempo em que todo mundo hoje tem celular”, destacou Cisi.

As eleições para conselheiros tutelares aconteceram no último dia 4, quando foram escolhidos 15 dos 30 candidatos que disputavam as vagas, cuja remuneração é estimada em R$ 2.360,00. Para a presidente do CMDCA, é possível que a ação tenha sido movida por candidatos que perderam as eleições. “Isso é normal, sempre acontece. Inclusive, os candidatos não-eleitos sempre entram com recursos, isto está até previsto no nosso edital”, afirmou.

Irregularidades

Um dos argumentos utilizados na ação popular é que a situada na Escola Municipal Aldo de Queiroz, na Vila Cidade Morena, estava sem lacre e por isso foi impugnada. Nela, haveria cerca de 600 votos, que segundo a advogada da ação jackeline Hildebrand, também não foram contados. A presidente do CMDCA admite a falha, mas acha exagero cancelar todo o certame por conta de uma urna. “Lamentavelmente esqueceram de lacrar a urna, mas errado teria sido se a gente considerasse ela. Sem lacre, não pode ser contada. Impugnação de urna é normal numa eleição. A gente justifica o que aconteceu por meio de documentos”, explicou.

Sobre a contratação da Fapec (Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura) pela SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) sem licitação, a presidente destacou que a empresa sempre participou do certame. “Nós sempre contratamos a Fapec para essas eleições. Somos conselheiros, voluntários e não-remunerados. Nós temos empregos. Então, simplesmente não damos conta de realizar as eleições sem uma empresa”, disse.

A presidente afirmou que estará à disposição da justiça para quaisquer esclarecimentos.

Jornal Midiamax