Cotidiano

Prefeitura repassa ao Samu aparelhos israelenses alugados por R$ 180 mil

Aparelhos fazem um diagnóstico cardíaco em três minutos

Isaias Domingues Publicado em 01/04/2015, às 13h45

None
cury.jpg

Aparelhos fazem um diagnóstico cardíaco em três minutos

Com custo de R$ 180 mil por mês, a Prefeitura de Campo Grande alugou equipamentos de última geração, considerados como sendo uma tecnologia de guerra, para serem usados pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Trata-se de dez luvas para exames eletrocardiogramas e seis aparelhos de ultrasom, portáteis. Enquanto o primeiro tipo tem a capacidade de realizar diagnósticos cardíacos em poucos minutos, o segundo é famoso pela precisão, já que tem a capacidade de identificar, por exemplo, quando uma pequena artéria foi lesionada.

De acordo com o SAMU, dos 3.200 atendimentos relacionados a dores no peito, 40% dos casos são confirmados, posteriormente, como infarto.

O prefeito Gilmar Olarte negou que o valor do aluguel seja alto, já que, segundo ele, o custo-benefício é vantajoso. Porém, a fim de se fazer uma comparação entre o aluguel e a compra, Olarte não respondeu, à reportagem do Jornal Midiamax, qual é o valor de mercado dos aparelhos.

“Foi feito um levantamento e constatamos que a despesa é parecida, contudo, o resultado, no aluguel, é muito melhor. É como se locassem 10 carros de uma locadora no lugar de comprar. Se um desses carros estraga, a empresa tem a obrigação na reposição. Já se os veículos fossem comprados e o motor de um deles fundisse, a Prefeitura teria que arcar com o conserto”, explica.

Da mesma forma o coordenador do SAMU, José Eduardo Cury, reforçou que o aluguel destes equipamentos é mais vantajoso. Ele citou um exemplo de outros equipamentos que foram comprados, em outras épocas, mas em função do avanço tecnológico, ficaram obsoletos rapidamente. “Além da garantia de atualização durante o contrato, existe a questão de reposição de peças, manutenção e reposição de equipamentos”, diz.

Tecnologia de guerra

De acordo com o superintendente da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Virgílio Gonçalves, há dez anos esses equipamentos seriam impensáveis nas ruas de Campo Grande. “Me lembra muito dos filmes de ficção científica, como o Guerra nas Estrelas, quando um acidentado é diagnosticado, e até mesmo curado, instantaneamente. O tempo de resposta é muito rápido e poderemos fazer diagnósticos cardíacos pelas ruas, até mesmo sem um cardiologista na equipe de resgate”, frisa.

Distribuição

As luvas serão distribuídas entre as unidades móveis e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), sendo que três ficarão com as unidades avançadas; duas nas intermediárias; uma na básica; três espalhadas pelas UPAs e, por fim, uma na viatura do SAMU em conjunto com a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Já quanto a distribuição dos aparelhos de ultrasom, não foi detalhado quais os tipos de unidades o transportarão.

Jornal Midiamax