Cotidiano

Nomeação de ex-diretora do Cempe será investigada pelo MPE

Órgão investigará irregularidades na nomeação da ex-servidora

Guilherme Cavalcante Publicado em 08/10/2015, às 22h40

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Órgão investigará irregularidades na nomeação da ex-servidora

O MPE (Ministério Público do Estado) instaurou, na 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, inquérito civil para averiguar possíveis irregularidades na nomeação da farmacêutica-bioquímica Renata Guedes Alves Alegretti em um cargo na Prefeitura Municipal de Campo Grande. Alegretti integrava o time de aliados do prefeito afastado Gilmar Antunes Olarte (PP) e é a idealizadora do Cempe (Centro Municipal Pediátrico).

De acordo com o inquérito, o Decreto Municipal no 12.528, de 6 de janeiro de 2015 determina que nomeações de servidores seriam feitas somente mediante substituição. No entanto, após deixar o comando do Cempe, onde desempenhava o cargo de diretora administrativa, a ex-servidora foi nomeada para um cargo de primeiro escalão na Segov (Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais), com rendimentos estimados em R$ 9 mil, sem que substituísse ninguém.

Cerca de um mês e meio após o início da gestão de Olarte, a ex-servidora foi designada para um cargo de Assessor II, símbolo DCA-8 (cerca de R$ 2.200), lotado na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Em 21 de julho de 2014, foi elevada para um cargo de Assessor Especial III, símbolo DCA-3 (cerca de R$ 5.740). Em 9 de outubro do mesmo ano, foi nomeada diretora administrativa do Cempe, com rendimentos e cargo equivalentes. Com sua exoneração, em 6 de fevereiro de 2015, Renata Alegretti recebeu o cargo da Segov, onde permaneceu até o fim de agosto.

À ex-servidora, são atribuídos episódios de abusos e coação contra funcionários de postos de saúde e do próprio Cempe. Ela foi desligada da diretoria da unidade de atendimento infantil após inúmeras reclamações de servidores. A médica infectologista e servidora de carreira da Prefeitura, Marcia Dal Fabbro, assumiu o cargo enquanto Alegretti seguiu para a Segov. Atualmente, ela preside o diretório estadual do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro).

Em abril deste ano, o MPE (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) já havia considerado a nomeação da ex-diretora ilegal e recomendou ao então prefeito a regularização. Na ocasião, foi estipulado o prazo de 15 dias para que a situação fosse resolvida. O inquérito civil será comandado pelo promotor de justiça Fernando Martins Zaupa.

Jornal Midiamax