Cotidiano

Nefrologista diz que Hantavirus é especulação sobre morte de jornalista

Ainda não se sabe o que pode ter provocado a evolução da pneumonia

Midiamax Publicado em 01/10/2015, às 11h20

None
priscilla_sampaio_2.jpg

Ainda não se sabe o que pode ter provocado a evolução da pneumonia

A médica nefrologista Heloísa Fujinaka, que atendeu a jornalista e apresentadora Priscilla Sampaio, que morreu na madrugada dessa quarta-feira (30), depois de dar entrada a um hospital particular de Campo Grande, apresentando um quadro avançado de pneumonia, afirma que até a conclusão dos exames, não é possível apontar a causa da morte.

“Não sabemos ainda o que pode ter provocado a morte e por isso estamos tão interessados nos resultados dos exames. Achamos que é um vírus, mas não sabemos qual ainda. Os exames ficarão prontos gradativamente no período de duas semanas”, afirma.

Questionada sobre a hipótese de hantavirose, informação que foi ventilada como principal suspeita, a infectologista diz que esta não seria a causa mais provável.

“Não é a principal hipótese. O hantavírus é transmitido por animais silvestres e ela viajou para o Nordeste, não foi para nenhum lugar exótico, não entrou em cavernas e a insuficiência renal apresentada não foi por hantavirose. Esta é apenas mais uma das hipóteses assim como tantas outras”, explica.

A nefrologista destaca ainda, que embora não seja possível afirmar o que provocou a morte da jornalista, o estado de saúde se agravou rapidamente, o que leva a crer que se trata de um micro-organismo bastante agressivo.

“Ela era uma pessoa jovem, saudável e que havia realizado exames recentemente. Estava tudo normal com a saúde dela. Para ter derrubado dessa forma é algum micro-organismo de alta violência. Assim que ela chegou identificamos a gravidade, mas não tínhamos como prever o desfecho”, frisa.

Conforme as informações, o marido e o filho de Priscilla não apresentam nenhum sintoma semelhante. O menino, de pouco mais de um ano, passou por exames a pedido da família e os resultados foram satisfatórios, descartando qualquer doença.

A nefrologista destaca ainda que não há risco de epidemia em Campo Grande. “A população não precisa ficar assustada. Não existe nenhum surto. Não identificamos nenhum outro paciente com quadro semelhante ao dela”, observa.

Foram realizados exames de vírus, fungos, bactérias e sorologias. Os exames foram encaminhados para o Instituto Adolfo Lutz e os resultados devem ser apresentados em 15 dias.

(Matéria atualizada às 9h43 para correção de informação)

Jornal Midiamax