Cotidiano

Na escuridão, moradores apelam para lanternas em bairro de Campo Grande

Além de ficar no escuro, população local paga por iluminação pública

Midiamax Publicado em 16/06/2015, às 11h31

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Além de ficar no escuro, população local paga por iluminação pública

Mesmo pagando a taxa de iluminação pública, moradores da Rua Tomei Arakaki, no Jardim Cerejeira II, na região norte de Campo Grande, são obrigados a utilizar lanternas para evitar a escuridão da via. Eles afirmam que a taxa cobrada gira em torno de R$ 17,00, no entanto, não desfrutam do serviço.

A dona de casa, Vivian Procópio, de 32 anos, diz que devido a falta de iluminação na rua, o número de assaltos aumentou na região e que, além disso, a situação facilita a ação de crimes como assaltos e estupros.

“Semana passada queriam até lixar um rapaz que foi flagrado roubando na vizinha. A escuridão favorece o aumento da violência. É estupro, roubo, a gente tenta se policiar, cuidar um dos outros, mas é difícil porque também não tem policiamento. Quando a gente reclama a Polícia Militar diz que o patrulhamento é normal e que se a gente precisar, é só ligar. É desse jeito e assim vamos vivendo”, declara.

A moradora reclama, também, por ter de pagar por um serviço do qual não usufrui. “Não tem iluminação pública, temos de andar com lanterna porque é uma escuridão total e ainda assim eu pago pelo serviço. Já entramos em contato com a Energisa e eles dizem que o problema é com a Prefeitura, que joga para a Energisa. Fica nesse jogo de empurra e a gente vai pagando a conta”, lamenta.

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Campo Grande esclarece que “a Cosip (Contribuição Para o Custeio da Iluminação Pública) existe para custear o serviço em toda a cidade”. O município justifica ainda que “o valor recolhido é investido conforme a necessidade geral do município”.

Questionada sobre a instalação de postes na rua citada na reportagem, a assessoria de comunicação da Prefeitura explica que “a instalação considera a densidade demográfica das regiões”.

Segundo a Prefeitura, em áreasnão beneficiadas pelo serviço, o morador pode acionar os conselhos regionais urbanos, para que haja uma discussão do orçamento e apresentam as demandas dos moradores, ou ainda o vereador de sua região.

Quanto à denúncia sobre falta de patrulhamento na área, a assessoria de comunicação da Polícia Militar justifica que o patrulhamento ocorre tanto no período diurno, quanto noturno, no entanto, garantiu que irá reforçar às rondas no local.

A Polícia Militar também destaca que a região é bastante precária e orienta à população a cobrar do poder pública melhorias na região como,  iluminação pública e asfalto. 

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