Cotidiano

Moradores querem asfalto que Puccinelli deveria ter terminado, mas não existe

Obra custou mais de R$ 1 mi e ‘terminou’ em julho

Midiamax Publicado em 27/04/2015, às 20h27

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Obra custou mais de R$ 1 mi e ‘terminou’ em julho

Na teoria, as ruas de polígono no Conjunto Aero Rancho, deveriam estar drenadas e asfaltadas. Segundo placa do governo do Estado, ainda na gestão de André Puccinelli (PMDB), as ruas dentro de polígono que compreende a Avenida Graciliano Ramos, a Rua Ponta das Pedras, a Avenida Santa Quitéria e a Rua Poços de Caldas passaram por drenagem e pavimentação asfáltica. Na teoria, a obra que custou R$ 1.033.913,90, está pronta desde julho. Só na teoria.

Na prática, algumas ruas ainda não foram asfaltadas e se encontram intransitáveis. É o caso de trecho da Rua Ponta das Pedras com a Rua Taumaturgo. A equipe de reportagem foi até o local nesta segunda-feira (27) ouvir a revolta dos moradores com a obra parada.

Descaso

“Está uma confusão. Desde julho pararam as obras e não terminaram. E quem paga é o povo”, reclama o pedreiro Luis Coutinho, de 58 anos. E paga literalmente. Segundo os moradores, a taxa de IPTU aumentou por conta de valorização da região, por ela ter “passado por obras”. “Estão cobrando como se tivéssemos asfalto e não temos, nunca tivemos”, ressalta o pedreiro.

É difícil até chamar a Rua Taumaturgo de rua. “Quando chove é um barreiro, desce um rio na Rua das Pedras. E ainda tem uma boca de lobo aberta, se entupir estamos ferrados de vez”, alerta Luis. Os moradores ainda reclamaram do despejo de lixo no local. “S ó piora a situação”.

A raiva dos moradores aumenta pelo fato de eles terem visto maquinários no bairro recentemente. “Vimos máquinas asfaltando outras ruas do bairro e aqui nada. É só um pedacinho. Cadê a Prefeitura?”, indaga.

O aposentado José Oliveira, de 70 anos, conta que já houve inundação por conta do estado das vias. “As pessoas ficam presas, não dá para transitar. Tem um senhor que está doente, para a ambulância chegar até ele é um trabalho danado. Tem lama na porta da casa”.

Segundo o mecânico Fábio Delmondes, de 34 anos, desde 2007, quando ele se mudou para a Rua Taumaturgo, a falta de asfalto é problema. “Sempre foi essa bagunça. Depois que mexeram na rua parece que ficou pior”.

Outro lado

A Prefeitura de Campo Grande declarou que as ruas citadas acima não fazem parte das ruas que serão asfaltadas pela administração municipal. A Prefeitura ainda frisou que as vias fazem parte de obra inacabada do governo do Estado, sob gestão de Puccinelli.

Obras paradas

Segundo auditoria, o ex-governador deixou  mais de 300 obras não concluídas para a atual gestão. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou ter assumido o Estado em dívidas e com obras a terminar no valor de R$ 578.801.346,31, além de precisar de R$ 192.353.809,64 para dar continuidade às obras. Reinaldo garantiu que concluirá todas as obras inacabadas deixadas por Puccinelli.

Jornal Midiamax questionou o governo do Estado durante toda a tarde desta segunda-feira a respeito da obra e do motivo dela não ter sido terminada, mas não recebeu resposta. 

Jornal Midiamax