Cotidiano

Ministério inclui novo exame de hetatite nos procedimentos do SUS

Teste é mais eficiente e não invasivo

Midiamax Publicado em 06/10/2015, às 16h38

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Teste é mais eficiente e não invasivo

O Ministério da Saúde vai incluir entre os procedimentos realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) um novo exame para avaliar o grau de comprometimento do fígado dos pacientes com hepatite C. O procedimento se chama Elastografia Hepática Ultrassônica e integra o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C, publicado neste ano. O exame, porém, só deve estar disponível no prazo de 60 dias.

A portaria nº 47, que estabelece a incorporação na rede pública de saúde, foi publicada no Diário Oficial da União. De acordo com o Ministério da Saúde, esse exame facilita o diagnóstico diagnóstico aos pacientes que irão utilizar os novos medicamentos para o tratamento da hepatite C (sofosbuvir daclatasvir e simeprevir), incorporados recentemente ao SUS.

A inclusão do Exame no SUS foi recomendada pela Comissão de Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A previsão é que o novo exame esteja disponível para os usuários do SUS em até 180 dias. Os softwares, que serão instalados nos equipamentos de ultrassonografia já existentes na rede do SUS, serão adquiridos pelo Ministério da Saúde.

Conforme divulgado, a Elastografia Hepática Ultrassônica é segura, eficaz e efetiva para diagnóstico e definição do estágio da fibrose hepática, se comparada à biópsia hepática – atual padrão de diagnóstico. Isso ocorre, segundo o Ministério, porque o teste tem níveis de sensibilidade e especificidade significativas, com a vantagem de ser indolor e não invasivo.

“Essa incorporação é mais um importante avanço que tem como objetivo ampliar e melhorar, cada vez mais, a assistência prestada aos pacientes com hepatite C. Com esse exame e com os novos medicamentos, o sistema público brasileiro passará a oferecer o que há de mais moderno no diagnóstico e tratamento da doença”, informou o diretor do Departamento de Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

Hepatite C– O SUS garante o acesso aos medicamentos de combate à doença para todos os pacientes diagnosticados e com indicação de tratamento medicamentoso. Nem todas as pessoas que contraíram o vírus precisam ser medicadas, isso depende do protocolo e avaliação médica.

Em junho, o Ministério da Saúde anunciou que o SUS ofertará, ainda este ano, um dos tratamentos mais inovadores disponíveis no mundo, composto pelos medicamentos daclatasvir, sofosbuvir e simeprevir.

Essa terapia, segundo divulgado, tem taxa de cura de 90%, significativamente maior que todos os tratamentos utilizados até o momento, e duração de 12 semanas, contra as 48 semanas de duração da terapia anterior. Outra vantagem apontada é que todo o tratamento é oral, proporcionando conforto ao paciente e maior adesão.

Em 13 anos de assistência à doença no SUS, foram notificados e confirmados 120 mil casos da doença, e realizados mais de 100 mil tratamentos. Atualmente são 10 mil casos notificados ao ano. A estimativa, segundo o Ministério da Saúde, é que a Hepatite tipo C seja a responsável por 350 e 700 mil mortes por ano no mundo. No Brasil, são registrados cerca de três mil mortes por ano associadas à hepatite C. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), indicam que o Brasil registra 8.040 novos casos de câncer de fígado ao ano. A doença é responsável de 31% a 50% dos transplantes em adultos.

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