Cotidiano

Mãe que teve filho espancado reclama da violência de estudantes nos terminais

Badernas e violências têm sido comuns entre alguns alunos que passam pelo terminal

Midiamax Publicado em 24/06/2015, às 12h56

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Badernas e violências têm sido comuns entre alguns alunos que passam pelo terminal

Uma dona de casa que teve o filho espancado  no Terminal Júlio de Castilho, na região oeste de Campo Grande, denuncia a falta de segurança nos terminais de transbordo da Capital. Conforme dados da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) aproximadamente 60 mil estudantes utilizam o transporte coletivo nos dias úteis. E as reclamações sobre a violência entre os alunos têm aumentado diariamente.

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, para cada terminal de ônibus, são disponibilizados dois guardas civis municipais civis, no entanto, apesar da presença da Guarda Civil Municipal, problemas como brigas, pichações, uso de entorpecentes e badernas são inevitáveis.

Em março deste ano, uma adolescente, de 16 anos, foi morta por outra de 17, dentro do Terminal Nova Bahia, depois de um desentendimento envolvendo quatro meninas. Esse não foi o primeiro caso de violência nos terminais. A dona de casa, Ana Cristina Candelário Mendes, de 41 anos, afirma que o filho de 10 anos, foi espancado por outro adolescente de 13, em setembro de 2014. 

“A agressão começou na escola e acabou no terminal. Ele foi espancado, teve de fazer exame de corpo de delito e hoje precisa de acompanhamento psicológico. Fiz boletim de ocorrência, mas o adolescente que o agrediu continua impune. Quando descobri o que tinha acontecido passei a acompanhá-lo e uma senhora revelou que meu filho já era agredido havia muito tempo. Isso é muito triste”, relata.

A dona de casa afirma ainda que a violência no local continua. “Passo sempre por este terminal e vejo que os alunos ficam ali brigando, pichando tudo e fazendo baderna. Os guardas civis municipais não conseguem conter os adolescentes, precisam de apoio da Polícia Militar”, sugere.

O caso foi registrado na Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), onde ainda está sendo investigado. A delegada adjunta, Aline Gonçalves Sinnott Lopes, destaca que é necessário denunciar essas situações para que sejam coibidas.

“Normalmente esses eventos ocorrem nos horários de entrada e saída das escolas, quando eles se encontram nos terminais. Quando a Polícia Civil toma conhecimento, o procedimento é instaurado, os adolescentes são ouvidos e depois o caso é encaminhado para o MPE [Ministério Público Estadual]”, explica.

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Campo Grande garante que as medidas de segurança estão sendo adotadas e que além dos dois guardas civis municipais , quatro servidores reforçam a segurança nos horários de pico.

Segundo as informações,  o reforço foi intensificado desde essa terça-feira (23), de acordo com a necessidade de cada terminal. A Prefeitura ressalta ainda que criou, por meio da Secretaria Municipal de Segurança, um plano que prevê a intensificação das ações de fiscalização nos terminais e enfatiza que além das rondas, os agentes fazem abordagens seletivas dos passageiros a fim de coibir crimes e violência.

Uma campanha de conscientização com divulgação de dados sobre a segurança nos terminais e as implicações judiciais de cada crime também será lançada com o objetivo de mostrar aos usuários a necessidade de preservação do patrimônio e incentivar denúncias sobre os crimes cometidos no local.

Jornal Midiamax