“Jeitinho brasileiro” era usado para descumprir legislação

Desde 1999 servidores são proibidos de deixar unidades de saúde na hora do intervalo
| 20/07/2015
- 20:32
“Jeitinho brasileiro” era usado para descumprir legislação

Desde 1999 servidores são proibidos de deixar unidades de saúde na hora do intervalo

O diretor de RH (Recursos Humanos) da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) Hudson Gomes da Silva, disse em entrevista ao jornal Midiamax, no início da tarde desta segunda-feira (20) que desde 1999 existe uma lei que proíbe funcionários de deixarem o local de trabalho durante o intervalo realizado nos plantões e que o CI(Comunicado Interno) divulgado na última semana, foi feito apenas para “lembrar” os plantonistas de suas obrigações.

Silva admite que houve ‘falha’ na fiscalização do cumprimento da determinação. Conforme as informações, os trabalhadores “usavam o jeitinho brasileiro” para descumprir a determinação.

“Fizemos o comunicado interno apenas para lembrar os servidores porque alguns negociavam, usavam o jeitinho brasileiro para sair durante o intervalo”, explica.

De acordo com o diretor de RH da Sesau, a proibição está especificada na Lei Municipal 3.359/1999 que dispõe sobre o regime de plantão eventual e ações especiais de saúde.

Silva destaca que a decisão de publicar o comunicado interno foi tomada a fim de dar uma “satisfação para a população”, que constantemente reclama da ausência de servidores nas unidades de saúde da Capital.

“Estamos dando um atendimento, uma resposta à população que questionada os horários e ausência dos servidores.  Existe uma lei que deve ser cumprida”, justifica.

O comunicado interno foi divulgado na manhã da quinta-feira (16) e gerou revolta por parte de servidores. A técnica de enfermagem que preferiu não se identificar, trabalha há 10 anos na rede pública de saúde e criticou a medida.

“Acho que isso vai nos prejudicar porque nem sempre conseguimos trazer algo para comer e agora não poderemos sair para lanchar, ou comprar nada”, lamenta. No último dia 12, antes da medida ser relembrada, pacientes que aguardavam que estava na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino relataram ter esperado por quatro horas enquanto médicos descansavam no local.

O diretor de RH da Sesau assegura que os servidores serão penalizado, conforme especifica a lei. “A administração está oferecendo essas orientações para que os gerentes e outros servidores entendam que devem cumprir a legislação. Desde antes de tomar posse, os servidores sabem de suas obrigações, mas acabam achando que têm o direito de fazer algo que é proibido e por isso estão reclamando. Vamos fiscalizar e quem descumprir a legislação será penalizado”, garante. 

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