Cotidiano

Instituto capacita professores para atender as pessoas com deficiência intelectual

Todos os alunos da  Pestalozzi que passaram pelo instituto estão colocados no mercado de trabalho

Clayton Neves Publicado em 24/06/2015, às 13h16

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Todos os alunos da  Pestalozzi que passaram pelo instituto estão colocados no mercado de trabalho

O IMCG (Instituto Mirim de Campo Grande), por meio de parceria com a Associação Pestalozzi de Campo Grande e com o Ceada (Centro Estadual de Atendimento do Deficiente do Audiocomunicação), está investindo na formação de pessoas com deficiência intelectual para o mercado de trabalho.

De acordo com o coordenador da unidade Centro, professor Luciandro  Higashijima, o Instituto Mirim de Campo Grande oferece cursos para os alunos da Pestalozzi e do Ceada, estes últimos, se responsabilizam pelo encaminhamento dos jovens para o mercado de trabalho. “Já tivemos alunos no instituto até de quase 30 anos de idade”, observou.

Além de atender a Pestalozzi e o Ceada, o IMCG abre vagas para as pessoas com deficiência que manifestam interesse em frequentar os cursos ministrados pela instituição. “Não estabelecemos cota. É por meritocracia mesmo. Se a pessoa tiver condições de obter um bom desempenho, recebe todo apoio do instituto”, explicou o coordenador.

O coordenador do Programa de Formação para o Trabalhador da Pestalozzi, professor Marcelo Brito, informou que a parceria com o IMCG já dura cerca de dez anos. Para ele, o sucesso da parceria deve, entre outros motivos, à abertura que o instituto dá para a troca de experiências com os seus professores. “Temos oportunidade de discutir com a equipe pedagógica do Instituto Mirim o processo de formação da pessoa com deficiência intelectual para o mercado de trabalho”, declarou professor Brito.

Durante encontros realizados no Anfiteatro Leonardo da Vinci, no IMCG, o professor Brito transmite suas experiências e também conhece o trabalho dos professores do instituto, os quais têm oportunidade de expor suas dificuldades. Conforme Brito, “com esta troca de experiências, verificamos no que podemos auxiliar para que esta parceria seja sempre bem-sucedida”.

Na Pestalozzi, observou Brito, também é feita a formação dos alunos com deficiência intelectual, no entanto, dos casos mais graves. Já, no Instituto Mirim, os alunos encaminhados já são alfabetizados e as dificuldades não são tão acentuadas. “Mas, mesmo assim, existem alguns desafios no processo de formação”, comentou.

Atualmente, o IMCG disponibiliza dez vagas para a Pestalozzi. Na opinião de Brito, a parceria é positiva e tem dado bons resultados. Segundo ele, todos os alunos da Pestalozzi que passaram pelo Instituto Mirim estão colocados no mercado de trabalho.

Jornal Midiamax