Cotidiano

Indígenas de Roraima fazem carta de apoio a índios na área de confronto em MS

Carta vai ser entregue na Funai

Wendy Tonhati Publicado em 25/09/2015, às 15h24

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Carta vai ser entregue na Funai

Indígenas de Roraima encaminharam uma carta de apoio aos índios Guarani-Kaiowá que estão na área de conflito com fazendeiros em Antônio João, a 402 quilômetros de Campo Grande. A carta é assinada pelo coordenador da OPIRR (Organização de professores indígenas de Roraima) Misaque de Souza Antone. 

“Os povos indígenas de Roraima em especialmente professores indígenas estão solidários aos nossos irmãos. Assim como o povo desse estado estão sofrendo nos também sofremos porque vocês são nossos parentes e irmãos”, diz um trecho do documento.

A carta foi entregue à Funai (Fundação Nacional do Índio) pela professora Edlamar Menezes da Costa, da UFRR (Universidade Federal de Roraima ). Segundo a professora, a associação tem mais de 1.500 professores que sempre receberam o apoio dos indígena de Mato Grosso do Sul. Recentemente, eles passaram 36 dias na praça da cidade reinvidando melhorias na educação e na saúde. 

“Só ganhamos por meio da luta. Ninguém chega e dá tudo de graça. Mas tem que ter cuidado principalmente com crianças e mulheres que estão no meio disso. Ficamos sabendo crianças feridas com balas de borracha, arame farpado”, diz  Edlamar. “A gente vê esse massacre e não é justo. Cada um procura seus direitos e estamos cada vez mais unidos por isso. Questionamos se deveria ter essa violência”, completa a professora. 

Assim como nos apoiaram na luta pela terra indígena Raposa Serra do Sol essa organização também vai estar na luta pelos direitos da terra, educação, saúde e principalmente direitos .Direitos estes que são assegurados pela Constituição Federal de 1988 e também na OIT”, diz outro trecho da carta. 

Antônio João

O conflito entre índios e produtores rurais chegou ao ponto máximo com a morte do indígena Semião, no dia 29 de agostoe, Antônio João. As ocupações na terra indígena começaram na madrugada do dia 22 de agosto, quando um grupo entrou na Fazenda Primavera. Desde então, o clima de insegurança se instalou na cidade, com indígenas acusando produtores rurais de espalharem boatos, para causar pânico e ruralistas afirmando que os índios não têm o direito de ocupar as propriedades rurais.

Jornal Midiamax