IMPCG tem déficit de R$ 4 milhões por mês, diz diretora durante CPI das Contas

Segundo diretora, despesas não estão sendo cobertas com contribuições
| 04/07/2015
- 01:02
IMPCG tem déficit de R$ 4 milhões por mês, diz diretora durante CPI das Contas

Segundo diretora, despesas não estão sendo cobertas com contribuições

A diretora do IMPCG (Instituto Municipal Previdência de Campo Grande), Lílian Maksoud, disse durante a oitiva na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Contas Públicas desta sexta-feira (3) que o órgão opera com um déficit de R$ 4 milhões por mês. De acordo com a diretora as contribuições não estão cobrindo os gastos da pasta.

Segundo o que foi divulgado pela Câmara Municipal, as despesas que não estão sendo cobertas com as contribuições são aposentadoria, auxilio doença e salário maternidade. Em 2010, o órgão chegou a ter R$ 110 milhões em um fundo. No final de 2014, o valor já havia diminuído para pouco mais de R$ 9 milhões.

Outro destaque da oitiva foi o atraso em um repasse da Prefeitura em 2014. Lílian disse que por conta do atraso preciso retirar R$ 45 milhões do fundo de reserva do órgão.  “Houve uma mexida no fundo e, quando recebemos [o repasse], esse dinheiro foi para o fundo. É legalmente permitido, para isso existe esse fundo”.

A diretora relatou que o Executivo Municipal não deu uma justificativa para o atraso, mas que o repasse foi feito em dezembro e o dinheiro retornou para o fundo de reserva. “Em nenhum momento saiu autorização para doar ou emprestar dinheiro da Prefeitura. Ela atrasou o nosso repasse. O que ela fez (com o dinheiro), eu não sei”, completou.

Por conta do atraso em 2014, a Prefeitura perdeu o CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária), documento que atesta o cumprimento de exigências da legislação previdenciária, e que possibilita a cidade a receber repasses federais – o que ocorre atualmente por força de liminar.

A pedido dos vereadores Eduardo Romero, Paulo Pedra, Thaís Helena, Vanderlei Cabeludo e Airton Saraiva, que compõem a CPI, ela deverá apresentar os comprovantes na próxima segunda-feira (6).  

CPI

A CPI das Contas Públicas foi criada no dia cinco de maio e tem como objetivo analisar o que causou o aumento na folha de pagamento do município. A comissão tem como presidente Eduardo Romero (PT do B), vice-presidente Paulo Pedra (PDT), relator Airton Saraiva (DEM) e como membros Vanderlei Cabeludo (PMDB) e Thaís Helena (PT). Até o momento, mais de 200 mil páginas de documentos passam por análise.

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