Cotidiano

Governo recebe docentes em outubro e greve de federais pode chegar ao fim

Reunião só foi possível após forte pressão política

Guilherme Cavalcante Publicado em 27/09/2015, às 22h18

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Reunião só foi possível após forte pressão política

O Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), entidade que comanda a greve de docentes de ensino superior no país, finalmente terá uma reunião com o MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão) e o MEC (Ministério da Educação, no próximo dia 5 de outubro, a fim de continuar a negociação sobre a greve de docentes nas universidades federais.

A agenda só foi possível após bastante pressão política que resultou, inclusive, na ocupação do gabinete do ministro Janine Ribeiro, do MEC, por mais de cinco horas, na última sexta-feira (24), em Brasília.

Antes da reunião do dia 5, no entanto, uma assembleia entre docentes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) será realizada no próximo dia 30 (quarta-feira), na qual a categoria deverá amadurecer ideias a serem colocadas na reunião com os ministros. “Vamos escutar os professores e discutir as possibilidades. Queremos que a greve chegue ao fim e vemos esta possibilidade se houver uma proposta”, afirmou o diretor-financeiro da Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Marco Aurélio Stefani.

Stefani também comentou que mesmo com a saída de algumas universidades da greve, o movimento não está perdendo força. “Só tomamos conhecimento de três universidades. Sabemos que a greve prejudica alunos e também o nosso trabalho, mas ela é necessária para a nossa categoria. Até agora este será o primeiro diálogo efetivo para negociar com o governo, e ele foi possível depois de bastante pressão, infelizmente”, comentou o professor.

Greve e reajustes

A categoria exigia inicialmente o índice de 27,3% no reajuste salarial. A primeira proposta do governo federal foi o parcelamento de um outro índice, 21,3%, em quatro anos (2016: 5,5%; 2017: 5%; 2018: 4,75% e 2019: 4%), recusada pelos docentes. Na sequência, foi proposto o parcelamento em dois anos, mas com índice ainda menor – 10,8% divididos em 5,8% no primeiro ano e mais 5% no segundo ano. A proposta também foi recusada.

Docentes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) aderiram à greve, que já ultrapassa 100 dias, no dia 15 de junho. A paralisação deixa sem aulas 17 mil acadêmicos, sendo oito mil só em Campo Grande. O Estado tem oito campi: Nova Andradina, Coxim, Ponta Porã, Aquidauana, Chapadão do Sul, Paranaíba, Três Lagoas e Naviraí. Atualmente o salário de professores, graduados inicialmente para 20 horas aulas, é de R$ 2.080,00, mestres R$ 4 mil e doutores R$ 8.600.

Jornal Midiamax