Cotidiano

Fora do pacote de Dilma, reunião noturna pode definir ampliação de Aeroporto da Capital

Azambuja defende a criação de uma Alfândega em Campo Grande

Kemila Pellin Publicado em 10/06/2015, às 21h39

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Azambuja defende a criação de uma Alfândega em Campo Grande

O Governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) vai se reunir com a superintendente do Aeroporto Internacional de Campo Grande, Bárbara Antonia dos Reis Netto, ainda nesta quarta-feira (10), para discutir a criação de uma Alfândega no local, além de obras de ampliação da pista de pouso e as das áreas de embarque e desembarque.

Azambuja defende que uma Alfândega no Aeroporto de Campo Grande irá aumentar a competitividade do estado. “Nós precisamos discutir principalmente esta questão da alfândegagem, porque todos os produtos importados que chegam a MS passam pela Alfândega de Santos. Uma central aqui irá aumentar a competitividade do estado” disse o governador.

Reinaldo também comentou sobre obras de ampliação da pista de pouso e das áreas de embarque e desembarque, destacando que deverá discutir com a superintende um projeto mais simples do que o apresentado pela gestão passada. “Eles tinham um projeto muito ousado que não saiu do papel. Nós queremos fazer uma coisa mais simples, mas que possa ser feita”, destacou.

O projeto a que o atual governador se refere, é de uma ampliação anunciada em 2009 que custaria R$ 250 milhões e conforme texto divulgado pelo governo do estado em 2012 visava colocar “Campo Grande na condição de principal capital do Centro-Oeste, tornando-se uma referência para o País e para o continente na questão logística”. A obra deveria ser entregue neste ano, no entanto, ainda não começou. Depois de uma série de adiamentos, a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) anunciou no inicio de 2015 que obras ficarão para 2016.

O Ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, afirmou em pronunciamento nesta quarta-feira, que a empresa precisa passar por uma reestruturação, uma vez que o país vive um novo cenário, no qual a estatal não é mais a única operadora dos aeroportos. “Temos que fazer uma reestruturação da Infraero. Vivemos um grande dilema. Estamos concedendo aeroportos e temos que ter reestruturação para que ela possa ser um novo player no mercado. Temos hoje cerca de três mil aeroportos do Brasil e a Infraero não é a única operadora”, reforçou Padilha.

O pronunciamento do ministro foi feito após a Presidente Dilma Rousseff anunciar uma pacote de concessões de R$198,4 bilhões, nos quais R$85 bi devem ser investidos em aeroportos de Porto Alegre,Salvador, Fortaleza e Florianópolis.

Jornal Midiamax