Confirmada a notificação de 9 casos de microcefalia em Mato Grosso do Sul

Novo boletim foi divulgado nesta terça
| 08/12/2015
- 18:59
Confirmada a notificação de 9 casos de microcefalia em Mato Grosso do Sul

Novo boletim foi divulgado nesta terça

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (8), o novo boletim epidemiológico de microcefalia com números atualizados de casos e de investigação das causas. De acordo com os dados, há nove casos suspeitos em Mato Grosso do Sul e foram feitas notificações em duas cidades. 

Até 5 de dezembro de 2015, foram notificados 1.761 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 422 municípios, em 14 unidades da federação. Ressalta-se que todos os casos notificados se enquadraram na definição estabelecida na Nota Informativa N.º 01/2015, tratando-se de casos suspeitos e que ainda precisam ser investigados e classificados. 

Entre o total de casos, foram notificados 19 óbitos suspeitos, sendo 17 em estados da região Nordeste (Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e 2 no Rio de Janeiro.

MS

Em Dourados, o secretário de Saúde de Dourados, Sebastião Nogueira, confirmou o nascimento de dez crianças com microcefalia na cidade, mas não confirmou a relação com os casos ao vírus. Nogueira ressaltou que a microcefalia pode ser causada por diversos fatores, desde uma doença hereditária, como a toxoplasmose, como do fato de a mãe ter consumido álcool ou drogas durante a gravidez.

Protocolo

O Ministério da Saúde lançou hoje (8) um protocolo emergencial de vigilância e resposta aos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika. O objetivo, segundo a pasta, é passar informações, orientações técnicas e diretrizes para profissionais de saúde e equipes de vigilância.

O documento contém a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, o parto ou após o nascimento. Também traz critérios para a exclusão de casos suspeitos e apresenta um sistema de notificação e investigação laboratorial.

Há ainda orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica de casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados. O protocolo também traz informações sobre o reforço do combate ao Aedes aegypti.

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