Cotidiano

Comerciantes viajam o mundo e trazem ‘achados’ para Feira de Antiguidades

MG, SP, RJ e até Europa são visitados por expositores

Midiamax Publicado em 14/06/2015, às 16h25

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MG, SP, RJ e até Europa são visitados por expositores

O charme de objetos que fizeram sucesso em décadas passadas atrai a atenção de muitos curiosos, colecionadores e também de pessoas comuns que querem apenas trazer para perto de si uma boa lembrança. Para conseguir agradar aos gostos e sonhos de consumo, mais exigentes, é preciso explorar e procurar em lugares distantes.

No Brasil, os Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, são os mais visitados, mas há quem viagem para Bélgica, França, Holanda, como é o caso da jornalista e comerciante, Leda Ribeiro, de 49 anos. Ela garante que o esforço vale a pena e que aproveita a oportunidade para unir o trabalho aos momentos de lazer.

“Eles [clientes] me pedem de tudo, principalmente brinquedos, então viajo para encontrar o querem. Visito as feiras de antiguidade e aproveito para passear”, afirma. A dedicação é para agradar a freguesia, que tem gostos inusitados. O comerciante, Wilson Vegas, de 63 anos, é dono de uma loja de antiguidades há mais de 20. Ele diz que entre as antiguidades mais pedidas, estão: baleiro de vidro, seringa, móveis de ferro, cortador de cabelo e brinquedos.

“Sempre vendemos bem porque trazemos novidades. Viajo o Brasil a fora procurando. Os clientes fazem a lista e eu viajo para buscar aquilo que querem. Já faço isso há muito tempo porque trabalhava com restauração”, explica. O comerciante que expôs em todas as feiras de antiguidades, destaca ainda que neste trabalho é necessário ficar sempre atento e admite que já foi furtado e teve objetos danificados.

“Temos de ficar de olho porque alguns levam sem que a gente perceba e tem àqueles que mexem, estragam e saem de fininho como se nada tivesse acontecido”, relata. A acadêmica de artes cênicas, Marina Maura, de 38 anos, aproveitou a exposição para comprar uma peça de porcelana, igual a que era usada pela mãe.

“Comprei uma termo-rey da década de 70 porque é algo que recorda nossa família. Minha mãe usava e agora, já não fabricam mais”, frisa. Quanto aos valores, os clientes dizem que os preços são variáveis e que a pechincha é indispensável, como explica o colecionador, Nelton de Souza, de 66 anos.

“Eu sempre venho aqui. Esta é a 5ª vez. Gosto de tudo que é colonial e já levei alguns produtos. Sou colecionador de videogame desde 1985 e estou de olho em uma duas fitas que vi expostas. Vou pechinchar para levar”, relata.

 A dona de casa, Jaqueline Delia, de 35 anos, está aos pouco decorando a casa com objetos antigos. “Sempre gostei de antiguidades. Já comprei arandela, fechadura e hoje estou levando duas molduras de madeira. Ainda vou voltar para levar um prato alto e uma foto antiga para o meu marido”, destaca.

A primeira Feira de Antiguidades foi realizada em agosto de 2014 e desde então, ocorre todo segundo domingo de cada mês, esta é a 11ª exposição. O evento reúne em torno de 20 expositores, até as 16 horas de hoje, na Praça Ary coelho, na Avenida Afonso Pena, no centro de Campo Grande. 

Jornal Midiamax