Cotidiano

Bernal diz que Solurb faz ‘coleta precária’ e já virou ‘caso de polícia’

Impasse será discutido em audiência na Justiça nesta quinta

Midiamax Publicado em 22/10/2015, às 14h38

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Impasse será discutido em audiência na Justiça nesta quinta

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), classificou nesta quinta-feira (22) como “precária” a retomada da coleta de lixo por parte da Solurb na noite anterior. Ele questiona o fato de a empresa alegar falta de recursos para quitar folha de pagamento e outras despesas, além de reafirmar que esgotará “todos os meios judiciais” para resolver impasse com a concessionária.

Bernal disse ter fiscalizado a retomada dos serviços, na quarta. “Saíram 10 caminhões e fizeram uma coleta precária, apenas em algumas vias”, comentou.

O prefeito disse ter conversado com trabalhadores da Solurb, que reclamaram da falta de luz na sede operacional – o fornecimento foi cortado por falta de pagamento. “Os trabalhadores são obrigados a tomar água natural, enquanto no escritório dos executivos tem ar condicionado, tem tudo”, comparou.

Segundo o prefeito, a “grande pergunta” é a destinação dada pela empresa ao dinheiro já repassado pela Prefeitura, em torno de R$ 230 milhões desde o início do contrato, em 2013. “É muito dinheiro, deixa toda a sociedade intrigada”, emenda.

Bernal diz não ser cabível o argumento da empresa, “com capital social de R$ 58 milhões”, de falta de dinheiro para manter o serviço. “É caso de polícia”, pontua o prefeito, dizendo ainda que, “por enquanto”, não tem como romper o contrato com a Solurb: “antes, serão esgotados todos os meios judiciais”.

Por fim, o prefeito disse haver um “grupo de empresários que se acham donos de Campo Grande”. O impasse entre a Prefeitura e a Solurb será discutido em audiência com a Justiça, na tarde desta quinta.

A empresa tem paralisado o serviço alegando inadimplência do contrato por parte da Prefeitura. A Justiça já autorizou o bloqueio de recursos para quitação do débito, liberando cerca de R$ 4 milhões à concessionária, além de proibir a total interrupção do serviço.

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