Cotidiano

Acidente aéreo: família reclama de demora na identificação de enfermeira

Servidora de Campo Grande atendia indígena em helicóptero

Wendy Tonhati Publicado em 11/06/2015, às 13h30

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Servidora de Campo Grande atendia indígena em helicóptero

A família da enfermeira Luzia Fernandes Pereira, de Campo Grande, que morreu na queda de um helicóptero em Atalaia do Norte (AM), está inconformada com a indefinição do local onde serão feitos os exames de DNA para identificar as vítimas do acidente. Um dos filhos de Luzia está no Amazonas desde o dia 31 e até agora, não há previsão para a realização dos exames.

A enfermeira estava em um helicóptero da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), que desapareceu dos radares no dia 29 de maio. Cinco dias após a queda da aeronave, foram encontrados os destroços e corpos das vítimas, que não puderam ser identificados pelos familiares.

Segundo o ex-marido de Luzia, o capitão da Polícia Militar Renato José de Souza, após o último contato feito com o filho na noite da quarta-feira (10), ainda não há respostas da Polícia Federal. O delegado responsável pelas investigações teria viajado após o regate e só retornou nesta quinta-feira (11). “Ele viajar e ficar fora sete dias em meio a um caso desse, deveria ter sido designado outro delegado”, comenta.

Neste tempo, as famílias das vítimas ficaram sem respostas, se os exames de DNA vão ser realizados em Manaus (AM) ou em Brasília. “Os corpos ficam no IML e as famílias ficam aguardando. O DNA já demora e ainda fica este tempo sem saber o que vai ser feito. Capaz de fazer missa de 30 dias antes da liberação.”, diz o militar.

Conforme o ex-marido de Luzia, o filho fez uma representação ao MPF (Ministério Público Federal), denunciando o suposto descaso da Polícia Federal de Tabatinga, na condução das providências necessárias à identificação das vítimas e liberação dos corpos para as famílias.

O capitão da PM, diz que a ex-mulher era técnica em enfermagem e se formou enfermeira em 2009. Em 2012, ela recebeu o convite de uma amiga para trabalhar no instituto que presta serviço à Sesai. No ano seguinte, foi para o Amazonas trabalhar no apoio às comunidades indígenas.

Segundo ele, Luzia sempre ficou lotada na aldeia indígena, por isso, não fazia o trabalho de resgate. O acidente aconteceu quando ela primeira vez foi lotada na cidade e fez o trabalho de resgate. A enfermeira costumava passar 40 dias na aldeia e nas folgas, voltava para Campo Grande.

Acidente

O helicóptero que prestava serviços à Sesai, sumiu dos radares no início da noite do dia 29 de maio. Equipes da Defesa Civil de Tabatinga e Atalaia do Norte, da Sesai, da Funai (Fundação Nacional do Índio ), Polícia Militar, Aeronáutica, Exército e Corpo de Bombeiros com cães farejadores fizeram as buscas

Cinco dias após a queda da aeronave encontraram os destroços e corpos das vítimas, as indígenas Marcelina Cruz dos Santos Morubo, Luciana Guedes do Carmo, que estavam grávidas, a acompanhante das pacientes Marcelina da Silva de Souza, o piloto Alexandre Felix Souza e a enfermeira Luzia Fernandes Pereira, funcionários do Distrito Sanitário Especial Indígena.

Jornal Midiamax