64% das mortes no trânsito da Capital em 2015 são de motociclistas

Imprudência e falta de respeito são as principais causas
| 28/07/2015
- 02:27
64% das mortes no trânsito da Capital em 2015 são de motociclistas

Imprudência e falta de respeito são as principais causas

Conforme o levantamento realizado pelo Projeto Vida no Trânsito/GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito), de janeiro deste ano até agora, 27 motociclistas morreram no trânsito de Campo Grande. O número corresponde a 64% do total de obtidos registrados neste período, que é de 42.

Nas ruas a população acredita que a falta de conscientização e a imprudência são as principais causas destes acidentes. Lázaro Carmo, 42, é mototaxista há 18 anos e destaca que os únicos acidentes que sofreu foram enquanto não era profissional. “Faz 21 anos que eu ando de moto e antes de eu fazer o curso para profissional me envolvi em vários acidentes, nenhum grave, mas sempre por bobeira, achando que sabia de tudo e tinha sempre razão”, explica.

Rafael dos Santos de Oliveira, 23, também admite que ainda vive a “fase da adrenalina” e comete algumas imprudências, movidas principalmente pela pressa. “Quando a gente quer chegar rápido, aí fazemos umas bobeiras né, mas graças a Deus eu nunca sofri nenhum acidente grave”, comenta o jovem que está usando mais a motocicleta por causa do preço do combustível.

Fabiane Caroline, 23 e Ana Priscila, 19, andam na garupa dos companheiros e compartilham do mesmo sentimento, confiança no parceiro, mas medo dos outros. “Eu não tenho medo de andar de moto com meu namorado, tenho medo é das pessoas que fazem muitas coisas erradas. O trânsito ta complicado, falta sinalização nos bairros, falta educação em todos os lugares, é difícil”, critica Ana Priscila.

Nesse sentido, Lazáro argumenta que o único jeito de se manter seguro no trânsito é praticando a direção defensiva. “O trânsito em geral é muito mal educado, então a gente precisa dirigir por nós e pelos outros. A experiência também ajuda, mas em geral, a gente precisa se preservar e cuidar por todos”, reforça o mototaxista.

Ricardo da Silva Cabral, 26, que divide o ponto com Lázaro, conta que antes desta profissão, já foi motoentregador, e durante este tempo sofreu alguns acidentes. “Não foi por minha culpa, mas com eu admito que depois que fiz o curso e me preparei para esta profissão, eu sou mais prudente e mais atento ao trânsito”, conclui o mototaxista ao lembrar que a categoria tem baixos índices de acidentes.

Os dados foram divulgados em alusão ao Dia do , lembrado nesta terça-feira (27). O restante das vítimas se dividem em 9 pedestres, 2 ciclistas, 2 condutores e 2 passageiros. Os números incluem os as pessoas que morrem no hospital, no prazo de 30 dias e a validação das informações é feita após 90 dias do fechamento do trimestre.

Durante o dia a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) mobilizou suas equipes com a intenção de alertar os motociclistas sobre segurança no trânsito, com a meta de reduzir as estatísticas de acidentes em Campo Grande.

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