Cotidiano

Moradores se trancam em casa e denunciam ‘fumódromo’ em bairro de Campo Grande

As ruas arborizadas, cheias de sombra e que atraíam os moradores do Bairro Universitário, atualmente dão lugar a outro cenário. Ao invés das famílias reunidas na frente das casas, o espaço é ocupado por usuários de drogas. Uma denúncia enviada por um leitor do Midiamax revela que até mesmo crianças, de dez anos, disputam a atenção […]

Arquivo Publicado em 18/09/2014, às 18h35

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As ruas arborizadas, cheias de sombra e que atraíam os moradores do Bairro Universitário, atualmente dão lugar a outro cenário. Ao invés das famílias reunidas na frente das casas, o espaço é ocupado por usuários de drogas. Uma denúncia enviada por um leitor do Midiamax revela que até mesmo crianças, de dez anos, disputam a atenção dos traficantes que fizeram das vias públicas, pontos de vendas e consumo de entorpecentes.

Segundo a manicure, de 27 anos, que preferiu não se identificar, é comum encontrar grupos de 15 a 18 jovens utilizando drogas em horários compatíveis com a saída das aulas. “São muitos estudantes. Todos os dias das 11 horas às 13 horas, das 17 horas às 18h30 e das 22 horas às 23h30, eles se reúnem para usar drogas”, assegurou.

A manicure destacou que uma das principais preocupações é em relação à idade dos usuários de drogas. Conforme a denúncia, é comum encontrar crianças de 10 anos com os usuários. “Já denunciamos várias vezes, mas a polícia envia uma viatura que só passa observando e não faz nada. O Conselho Tutelar também não vem ao local”, lamentou.

A mulher garantiu que a venda do entorpecente também é feita à luz do dia. “Tem um carro modelo Peugeot, prata, que todos os dias fica parado em frente à árvore onde o grupo se encontra. Eu e outros moradores acreditamos que o condutor é quem entrega a droga”, contou.

Uma estudante de 25 anos, que também preferiu não se identificar, disse que o problema é antigo e de conhecimento da polícia. Chego tarde em casa e já tive de ser escoltada pela polícia por estar com medo dos usuários de drogas”, ressaltou.

Os moradores reclamam que os “encontros” rotineiros têm tirado a liberdade das famílias. “Não podemos mais sentar em frente de casa porque eles ficam nos observando e não sabemos o que podem fazer. Mudei de residência porque eles ficavam sempre em frente à casa onde eu morava”, afirmou.

Questionada a respeito do fato a assessoria de comunicação da PM (Polícia Militar) disse não ter conhecimento sobre o caso, mas se comprometeu a verificar e tomar as providências.

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