Cotidiano

Castigada por ‘tapa-buracos’, Bandeirantes vai ganhar asfalto novo e corredor para ônibus

Nem a Prefeitura tem estimativa de quanto foi gasto com 'tapa-buracos' que drenaram dinheiro público e transformaram a avenida em uma das piores vias da Capital. Obras devem ficar em torno dos R$ 8 milhões e zerar os problemas.

Arquivo Publicado em 01/09/2014, às 11h23

None
1984979781.jpg

Nem a Prefeitura tem estimativa de quanto foi gasto com ‘tapa-buracos’ que drenaram dinheiro público e transformaram a avenida em uma das piores vias da Capital. Obras devem ficar em torno dos R$ 8 milhões e zerar os problemas.

Uma obra milionária deve pôr fim aos problemas do asfalto desgastado na Avenida Bandeirantes, uma das mais movimentadas de Campo Grande. Informações oficiais adiantam que cinco quilômetros da via serão recapeados e devem custar em torno de R$ 8 milhões.

O investimento faz parte do PAC Mobilidade Urbana e deve implantar ainda na avenida um corredor exclusivo para ônibus, o que deve deixar o trânsito da Bandeirantes mais organizado.

A obra tem início na Avenida Günter Hans e termina na Afonso Pena, próximo do Bairro Amambai. O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), confirmou na sexta-feira (29), que deve ser uma das mais emblemáticas da cidade depois da reforma e entrega da Avenida Guaicurus.

Somente neste ano a Bandeirantes passou por mais de 20 operações tapa-buracos, mas mesmo assim são péssimas as condições para se trafegar na avenida, conforme avaliação dos próprios comerciantes da região.

Roberto Ygor Medeiros, de 21 anos, por exemplo, compara a situação do asfalto da via a um teste de suspensão veicular. O jovem avalia a pavimentação como ‘velha’ e diz que causa danos aos automóveis.

“A avenida é horrível, um verdadeiro teste de suspensão. Aqui tem um grande fluxo de veículos, mas o asfalto é cheio de problemas. Se recapear o asfalto a avenida ficará mais atraente e movimentará o mercado”, analisa.

A notícia de que a via não passará mais por reparos animou muitas pessoas que trabalham por ali, além dos motoristas.

“A rua é péssima, estou há 15 anos aqui e só via os buracos serem consertados, mas depois de uns dias ele abria novamente”, conta o vendedor de carros Silas Morelle, que trabalha na Bandeirantes.

Por concentrar grande número de garagens destinadas à venda de carros, parte da Avenida virou um ‘nicho’, além de ter inúmeras agências bancárias. A Bandeirantes ainda é um dos principais corredores que interligam bairros da região sul da Capital até o centro da cidade.



Jornal Midiamax