Cotidiano

Recém inaugurada, BR-359 continua sofrendo desmoronamentos com as chuvas

Nova cratera surgiu em trecho construído pela CGR Engenharia, onde tubulação não suportou a pressão da água da chuva, por estar mal dimensionada

Arquivo Publicado em 23/01/2013, às 10h52

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Nova cratera surgiu em trecho construído pela CGR Engenharia, onde tubulação não suportou a pressão da água da chuva, por estar mal dimensionada

Inaugurada em 17 de dezembro de 2012 pelo governador Puccinelli e o ministro dos Transportes, Sérgio Passos, ao custo de R$ 256,6 milhões, a BR-359 continua apresentando graves problemas de engenharia.

É o que se vê em trecho próximo ao Morro das Torres, no Km 76, construído pela CGR Engenharia. Ali, a empreiteira ergueu um aterro para eliminar um declive acentuado, mas colocou uma tubulação que não deu vazão às primeiras chuvas deste ano.

A própria pressão na água, dentro da tubulação, acabou por destruí-la, solapando a terra e abrindo uma enorme cratera sob a pista. Em outro trecho, o asfalto já está esburacando e repleto de remendos.

Não é a primeira vez que ocorrem desmoronamentos. Em maio do ano passado, em trecho próximo à Alcinópolis, o grave problema já havia acontecido, também em área da CGR.

A empreiteira que ganhou dois lotes na obra de construção da BR-359 encontra-se em processo de recuperação judicial. Até então, a CGR era uma das maiores empreiteiras do estado, contemplada com licitações de alto valor.

Os problemas na construção da rodovia foram longamente noticiados pelo Midiamax, desde a conclusão das primeiras auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), que enquadrou a obra em ‘Irregularidades Graves’ no Fiscobras de 2009. Os auditores apontaram sobrepreço, superfaturamento e falta de fiscalização, tanto da Agesul quanto do Dnit/MS.

O diretor-executivo da Agesul, Hélio Yudi Komiyama, quando fiscal da obra, chegou a ser declarado inelegível pelo TCU, por ter autorizado o pagamento de serviços realizados pela construtora Financial .

As inspeções e decisões do Tribunal continuaram até julho de 2012, apontando “deficiências em projetos”. O Dnit/MS também foi responsabilizado por autorizar gastos apenas por inspeção visual da pista. Em 27 de junho de 2012, o TCU estimava que a obra poderia causar prejuízo ao erário de R$ 9.100.000,00 em função de preços elevados de materiais e serviços.

Jornal Midiamax