Cotidiano

Obras ‘sem fim’ se agravam com chuvas e geram transtornos na região do Vilas Boas

Moradores dizem que o asfalto novo já está em retalhos. O comércio também não sabe mais o que fazer para atrair clientes em meio ao barro, buracos enormes e bocas-de-lobo no meio da rua.

Arquivo Publicado em 01/12/2012, às 14h40

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Moradores dizem que o asfalto novo já está em retalhos. O comércio também não sabe mais o que fazer para atrair clientes em meio ao barro, buracos enormes e bocas-de-lobo no meio da rua.

As obras de esgoto, drenagem e contenção de enchentes no Vilas Boas, TV Morena e Vila Carlota, em Campo Grande, vêm gerando muita reclamação de moradores e comerciantes, principalmente no período pós-chuva.


De um lado quem mora lá diz que o asfalto está em retalhos. Já quem têm comércio não sabe mais o que fazer para atrair clientes em meio ao barro, buracos enormes e bocas-de-lobo no meio da rua.


E, com a chuva de quinta-feira (29), que em poucos minutos alagou alguns pontos da cidade, o transtorno se agravou. No início da tarde de sexta, quando uma moradora tentou cruzar a rua Dr. Armando da Cunha com a Spipe Calarge, o seu veículo, um Honda Fit, atolou.


”Moro aqui e já tinha visto o buraco, mas não imaginava que estava esta profundidade”, diz a condutora. Depois de algum esforço, com os trabalhadores colocando pedras em meio à lama, ela finalmente conseguiu sair e ainda brincou: “Não escreve nada não senão o meu marido me mata”, disse.


Após o flagrante, o Midiamax ainda percorreu diversas ruas do bairro, no percurso entre a avenida Eduardo Elias Zahran e o Rádio Clube Campo.


“Não estamos reclamando das obras, mas sim da falta de planejamento. Isso realmente atrapalha quem tem comércio na região, como eu na rua Santana. E como o asfalto do bairro foi ‘eleitoreiro’, agora eles estão quebrando tudo para passar a água pluvial e depois o esgoto”, argumenta o empresário Antônio Sobrinho, 53 anos.


Nas ruas adjacentes a Spipe Calarge, como a rua Giocondo Orsi, o transtorno para os moradores já ocorre há mais de três meses. “Hoje eu evito de passar pelo trecho dessa rua, dou a volta na quadra com o carro para ir ao meu serviço”, diz a moradora Inês Batista. Para ela, o asfalto era novo e agora ficou todo destruído. “De início fiquei feliz, mas não sabia que o asfalto ia ficar do jeito que está”, fala.

Já na rua do Franco, por exemplo, um comerciante diz estar a beira da falência por conta das obras. “Sem mentira alguma está quase falindo a loja. Há duas semanas eu abri e não recebi nenhum cliente. A falta de planejamento foi tamanha que colocaram três tubos de concreto para trancar e rua e ninguém passava aqui”, conta o empresário Anderson Urano, 32 anos.


Como um dos únicos comerciantes da rua, ele diz que pensou em cobrar soluções, mas os moradores não tomaram atitude alguma. “Me sinto sozinho nessa causa e o jeito foi sobreviver de ‘bicos’ no período noturno”, fala ele.


A assessoria de comunicação da prefeitura informou que a obra é extensa, mas que amenizará os estragos das enchentes em médio prazo e também o assoreamento do lago do Rádio Clube Campo.

Jornal Midiamax