Cotidiano

Empreiteira afirma que obra incompleta é a causa de buraco na Afonso Pena

Bocas de lobo encobertas pelo asfalto novo provocam rupturas, mas outra empresa responsável por desobstrui-las não efetuou o serviço

Arquivo Publicado em 27/01/2012, às 19h15

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Bocas de lobo encobertas pelo asfalto novo provocam rupturas, mas outra empresa responsável por desobstrui-las não efetuou o serviço

Quando a Equipe Engenharia realizou o recapeamento da avenida Afonso Pena, as chamadas tampas pluviais, popularmente conhecidas como “bocas de lobo”, foram encobertas pela massa asfáltica que refez o pavimento da pista.


Dessa forma, a função de respiro das tampas pluviais foi interrompida, e a pressão do ar e da água que escoa pela drenagem subterrânea provocaram um efeito semelhante  a uma panela de pressão com a válvula embutida.


O serviço de suspender  as tampas ainda não foi realizado, e nem fazia parte do contrato firmado pela empreiteira com o governo do estado. 


É o que explicou ao Midiamax o diretor e proprietário da Equipe Engenharia, Almir Figueiredo, no início da tarde desta sexta-feira (27).


“Quando o contrato foi feito com a empresa, ficou estabelecido que nós colocaríamos apenas a massa asfáltica na via e a outra parte ficaria responsável por suspender as tampas da drenagem fluvial. Nós até as marcamos por toda a avenida, mas o serviço não foi feito”, disse Almir.


Segundo o diretor da empresa,“no local onde surgiu o buraco foi exatamente isso que ocorreu. A pressão se irradiou pela massa asfáltica e surgiu um buraco na camada mais frágil”.


Figueiredo acrescentou que “a empresa está tecnicamente correta e onde não forem suspensas as tampas, o asfalto que está no entorno vai esfarelar”.


Por esse raciocínio, o problema pode voltar a ocorrer em toda a extensão da avenida, onde as tampas pluviais estiverem encobertas.  


“A empresa percorreu a Afonso Pena várias vezes entre ontem e hoje e não há nenhum dano além daquele entre a Padre João Crippa e a via”, disse o diretor  empreiteira.


O empresário ainda garantiu que a massa asfáltica é do tipo “asfalto borracha”, que tem maior durabilidade. “Ele dura além do tempo previsto, que é de cinco anos, contanto que a parte das tampas pluviais sejam suspensas, conforme o previsto”, garante.


No entanto, Figueiredo apenas se responsabiliza pela qualidade da cobertura asfáltica feita pela empreiteira, e não eventuais danos que surgirem na base da pista e na drenagem, que têm mais de 30 anos.


Segundo Figueiredo, uma empresa terceirizada teria que fazer o trabalho de suspensão das tampas pluviais, mas ele alegou desconhecer qual seria a empresa contratada em obra do governo do estado.


Depois da denúncia do Midiamax, a Secretaria de Comunicação do Governo garantiu que a partir da próxima semana o problema começará a ser sanado.

Jornal Midiamax