Por medo da violência, moradores adotam ‘toque de recolher’ e querem mudar de bairro
Na rua dos “Amigos”, três assassinatos, um deles bárbaro, assustaram os moradores num dos bairros mais povoado de Campo Grande
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Na rua dos “Amigos”, três assassinatos, um deles bárbaro, assustaram os moradores num dos bairros mais povoado de Campo Grande
Os moradores da Rua dos Amigos, que corta o bairro Nova Lima, em Campo Grande, acompanharam mais um crime violento nesta sexta-feira (25). Foi o terceiro assassinato na mesma rua desde dezembro, quando o local, no Jardim Anache, já tinha sido palco de duas mortes seguidas. A população, assustada, evita sair de casa, reclama da insegurança, mas tem medo de tocar no assunto.
Em 6 de dezembro um rapaz matou outro, de apenas 16 anos de idade, por causa de um “cala a boca” durante uma discussão. O pai do autor também foi morto no mesmo dia, linchado por parentes e amigos da primeira vítima. A Justiça concedeu na terça-feira (22) o habeas corpus a Paulo Roberto Lopes, detido desde o dia 8 de dezembro passado por suposta participação no linchamento até a morte.
No último caso, outra morte trágica. O rapaz ainda telefonou ao pai pedindo socorro e avisando pelo celular que estava esfaqueado e morrendo. Uma pessoa que fugiu em uma motocicleta é a principal suspeita do crime. Não há pistas.
Enquanto os jovens morrem e causam mortes, famílias ficam reféns. A doméstica Áurea Ferreira Dias, de 53 anos, mora na Rua dos Amigos há 21. “Isso aqui já foi calmo. Agora não tem como viver aqui”, lamenta. Ela pretende alugar a casa que possui no local e procurar uma região mais tranqüila para criar o filho, de 17 anos. “Nessa idade é complicado viver aqui. Fico desesperada quando ele volta da escola”, explica.
Assim como Áurea, o comerciante José Francisco Paiva, de 66 anos, também reclama da Rua dos Amigos. “Moro aqui há 28 anos, mas o negócio anda bem feio de uns tempos para cá. Tá dando medo”, resume.
Os moradores evitam sair de casa após as 18 horas, e todos que possuem filhos adolescentes sentem-se impotentes para proteger a família. “Não tem segurança nenhuma não. Só nos resta orar a Deus por causa de nossos filhos”, diz outra doméstica, Elenir Antonio Moreiro, 47 anos, que mora na rua há 16 anos.
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