Cotidiano

No Bairro Noroeste, um dos mais violentos da capital, crises familiares lideram ocorrências

O bairro campo-grandense conhecido pela presença do Complexo Penitenciário de Campo Grande se tornou referência também pelo alto índice de ocorrências policiais como roubos e homicídios.

Arquivo Publicado em 03/02/2011, às 21h40

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O bairro campo-grandense conhecido pela presença do Complexo Penitenciário de Campo Grande se tornou referência também pelo alto índice de ocorrências policiais como roubos e homicídios.

O bairro campo-grandense Noroeste, conhecido pela presença do Complexo Penitenciário de Campo Grande, se tornou referência também pelo alto índice de ocorrências policiais como roubos e homicídios. Na noite da última terça-feira (1), mais um morador do local, o pedreiro Estevão Paes da Silva, de 45 anos, foi vítima da violência.

Ele foi encontrado morto em sua cama com sinais de estrangulamento. Os familiares o viram pela última vez na noite do dia 31 de janeiro, quando tomou banho na casa do irmão. “Aqui é muito violento. É demais”, lamenta a irmã da vítima, Conceição Brito da Silva, 50.

Desconfiados, os moradores preferem não comentar sobre o medo que impera no bairro. Os poucos que falam, dizem que casos de violência como homicídios não são novidade no cotidiano do Noroeste. Reclamam a falta de estrutura como, a falta de luz em vários postes e de asfalto nas ruas, como fatores que facilitam a ação dos bandidos.

Todos, no entanto, falando reservadamente, dizem que a situação é insuportável e apostam na aproximação com a polícia como forma de reverter o quadro. “A maioria dos roubos e homicídios é cometida por gente aqui do bairro mesmo”, admite a líder comunitária, Léia de Fátima Moreira, 44. Ela já foi vice presidente do Jardim Noroeste.

“Faz pouco tempo que estou aqui, sempre ouvimos falar do que acontece”, diz o comerciante Alfen Soares Carvalho, 32, que mora há cinco meses no bairro.

Já o ambulante Calisto Barbosa Rodrigues, 42, reclama da falta de iluminação em algumas ruas. “Nessa quadra não tem luz”, diz apontando para uma via.

Desentendimentos familiares

De acordo com a PM, a rotina do Bairro Noroeste inclui muitos desentendimentos familiares, registrados diariamente. Já casos como os homicídios acontecem de forma sazonal. Um projeto de policiamento comunitário, com o objetivo da aproximação dos moradores junto com a polícia, já está em andamento.

A Polícia Militar receberá uma Van que será utilizada como base móvel de policiamento comunitário preventivo que também atuará no Noroeste.

Jornal Midiamax