Cotidiano

Com crateras e lixo, moradores do bairro Morada do Sossego reclamam de abandono

A população procurou a reportagem para mostrar os problemas que enfrenta e reclamar da falta de atenção por parte do poder público. Sem asfalto, o local sofre a cada chuva. A falta de drenagem pluvial gera crateras que deixa as ruas instransitáveis e prejudica a coleta de lixo.

Arquivo Publicado em 26/10/2010, às 11h05

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A população procurou a reportagem para mostrar os problemas que enfrenta e reclamar da falta de atenção por parte do poder público. Sem asfalto, o local sofre a cada chuva. A falta de drenagem pluvial gera crateras que deixa as ruas instransitáveis e prejudica a coleta de lixo.

Os moradores do bairro Morada do Sossego, na região norte de Campo Grande, estão longe de ficarem sossegados. A população procurou a reportagem para mostrar os problemas que enfrenta e reclamar da falta de atenção por parte do poder público. Sem asfalto, o local sofre a cada chuva. A falta de drenagem pluvial gera crateras que deixa as ruas instransitáveis.

Quando chove, de acordo com a população, as ruas se tornam verdadeiros “rios” que impedem o acesso de veículos e de pedestres em alguns pontos do bairro.

Como as ruas nunca receberam cascalhamento, os moradores improvisam aterros com entulhos de construções nas ruas para tentar conter a erosão. “Tem um ano e oito meses que eu moro aqui, nunca cascalharam. Eu, que tenho neném, não tenho nem como passar com o carrinho”, lamenta a vendedora Ana Paula dos Santos, 21, moradora da rua Sinop.

Com parte das ruas intransitáveis, serviços essenciais como a coleta de lixo ficam prejudicados. “Nós temos que jogar entulho nos buracos e é horrível. Motoqueiro vive caindo de moto na esquina. Além disso, tem o problema dos terrenos baldios e, com o lixo, aparece muito rato”, reclama a dona de casa Ana Cecília, 51, que reside na rua Alta Floresta.

A segurança também deixa a desejar e torna o nome do bairro, Morada do Sossego, inadequado. Apontando para vários lados da vizinhança, Ana Cecília lista o motivo do medo: “já roubaram a minha casa, a rosa [apontando para a casa vizinha] e a verde de trás”.

Outra dona de casa que mora no bairro, Rosa Maria, 33 anos, falou com a reportagem enquanto andava com dificuldades pela rua Alta Floresta com a filha recém-nascida em um carrinho. Ela reclamou das ruas esburacadas e da falta de ônibus durante o final de semana. “O ônibus aqui é complicado, sábado passa até as 19h, já no domingo e feriado não passa”, conta se referindo à linha 235, que também atende os bairros Izabel Garden e Talismã.

A Prefeitura de Campo Grande, procurada para falar sobre a situação do bairro, explicou através da assessoria que uma equipe da Secretaria de Obras da Prefeitura, que se encontrava próximo ao local ontem (25) passaria no Morada do Sossego para verificar as condições das ruas, e garantiu que as devidas providências seriam encaminhadas.

Jornal Midiamax