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Brasil

O que os novos presidentes da Câmara e do Senado já falaram sobre anistia do 8 de janeiro

Eleitos ressaltam que o tema divide o Poder Legislativo
Agência Estado - Publicado em
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Mais de 140 foragidos teriam deixado o país
Ataque antidemocrático na sede dos Três Poderes (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Os novos presidentes do Congresso, eleitos neste sábado, dia 1º, afirmam que podem pautar a discussão sobre anistia aos extremistas do 8 de janeiro, mas ressaltam que o tema divide o Legislativo.

Enquanto Hugo Motta (Republicanos-PB), eleito na Câmara, promete uma análise “imparcial” da proposta, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que retorna ao comando do Senado, quer uma discussão “pacífica” sobre o tema.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já responsabilizou 898 pessoas pelos atos golpistas de 8 de janeiro, segundo relatório divulgado pelo gabinete de Alexandre de Moraes em janeiro. Os processos somam 371 condenações, além de 527 acordos com o Ministério Público Federal (MPF).

A anistia aos réus e condenados do Ataque aos Três Poderes é uma das bandeiras do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que estima que uma versão ampliada do projeto possa anular suas condenações na esfera eleitoral e habilitá-lo para a eleição presidencial de 2026.

Hugo Motta prometeu levar a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro ao colégio de líderes da Câmara, a instância que reúne as lideranças dos partidos e, em consenso, decide a pauta da Casa. Segundo o novo presidente da Câmara, a anistia é o tema “que mais divide a Casa hoje” e, por isso, deve ser debatida “com imparcialidade”.

“Com certeza, esse será um tema levado para essas reuniões nos próximos dias, e vamos conduzir com a maior imparcialidade possível”, disse Motta durante uma entrevista coletiva a veículos de imprensa da Paraíba. O projeto de lei que pretende anistiar os envolvidos no 8 de janeiro aguarda a criação de uma comissão especial na Câmara.

Para Davi Alcolumbre, o Senado não pode interditar o debate sobre anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. O amapaense, porém, também afirma que o tema não irá “pacificar o Brasil”.

“Se nós continuarmos trazendo à tona assuntos que trazem a discórdia em vez da concórdia, nós vamos passar nos corredores do Senado Federal e ver senadores de diferentes partidos agredindo uns aos outros”, disse o novo presidente do Senado em entrevista à GloboNews.

Alcolumbre diz que o desejo de parte dos congressistas, tanto no Senado quanto na Câmara, é o debate sobre a anistia, e não, propriamente, um apoiamento ao projeto. “O que houve é o desejo de parte do Senado e da Câmara de debater a anistia. E nós não podemos nos furtar de debater qualquer assunto. Discutir o assunto não quer dizer que está apoiando o tema”, diz o senador do Amapá.

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