Victor Godoy Veiga assume ministério da Educação no lugar de Milton Ribeiro

Ele é o quinto ministro a assumir a pasta, em três anos do governo Bolsonaro
| 30/03/2022
- 10:13
Vitor Godoy Veiga vem a Campo Grande-
Vitor Godoy Veiga vem a Campo Grande - Divulgação

Após o escândalo envolvendo o agora ex-ministro Milton Ribeiro, o braço direito dele, Victor Godoy Veiga, foi escolhido para chefiar o MEC (Ministério da Educação) interinamente.

A nomeação foi publicada na edição desta quarta-feira (30) do DOU (Diário Oficial da União) e assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Ribeiro deixou o MEC (Ministério da Educação) na última segunda-feira (28), após a divulgação de um áudio em que ele afirma que o governo federal prioriza a liberação de verbas a prefeituras ligadas a dois pastores

Segundo o UOL, Veiga deve conduzir o ministério seguindo o caminho de Ribeiro. Ele sempre teve espaços privilegiados em reuniões e decisões do MEC.

O atual ministro é formado em engenharia de redes de comunicação de dados pela UnB (Universidade de Brasília) e fez pós-graduação na Superior de e na Escola Superior do Ministério Público, conforme currículo divulgado pelo ministério.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Veiga foi responsável por ameaçar servidores que tentassem levar para a Polícia Federal a investigação da Unifil, de Londrina.

O jornal revelou que uma fraude teria ocorrido no curso de biomedicina da instituição a partir do vazamento da avaliação do ensino superior. Veiga é o quinto ministro a assumir a pasta em três anos de governo.

Antes de Ribeiro, Carlos Decotelli teve uma breve passagem pela pasta. Ele pediu demissão com apenas cinco dias no cargo, após denúncias de irregularidades em seu currículo.

Antecessor de Decotelli, Abraham Weintraub deixou a função em junho de 2020, em razão da escalada da crise institucional causada por suas declarações contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Antes deles, Ricardo Vélez Rodríguez, o primeiro nome à frente do MEC no governo Bolsonaro, teve uma gestão de apenas três meses, também marcada por polêmicas.

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Já aprovado no Senado e em Comissão Especial da Câmara, o texto proíbe a União - Executivo e Congresso - de criar despesas para Estados e municípios sem indicar a fonte orçamentária, como pisos salariais de categoria

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