Polícia substitui delegada que chamou agente de 'vítima' em caso de morte de militante do PT

Delegada também teria feito manifestações contra o PT nas redes sociais; Governo diz que substituição é por recursos
| 11/07/2022
- 11:00
Polícia substitui delegada que chamou agente de 'vítima' em caso de morte de militante do PT
(Reprodução)

O governo do estado do Paraná decidiu substituir nesta segunda-feira (11) a delegada Iane Cardoso da investigação do assassinato ocorrido sábado a noite em Foz do Iguaçu no qual um agente bolsonarista assassinou um militante do PT. Em coletiva, ela chamou o autor do assassinato de 'vítima'.

Quem assumirá a condução do caso será a delegada divisional de homicídios – delegada Camila Cecconello.

O motivo oficial da substituição é por questão de recursos. Segundo a assessoria, “a divisional de homicídios tem mais recursos e experiência para essa situação”.

No entanto, a primeira entrevista de Iane gerou incômodo entre petistas por ela ter dito que o assassino era “vítima”. Além disso, foram localizadas em suas manifestações contra o PT.

A nova delegada do caso e o delegado geral do estado, Silvio Jacob Rockembach, já se dirigiram a Foz do Iguaçu para assumir o caso da do militante.

Nesta manhã, o procurador-geral de Justiça designou o promotor Tiago Lisboa Mendonça para acompanhar o caso. Ele estará com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Foz do Iguaçu, que fará parte das investigações.

Em outra frente, o PT avalia pedir a federalização das investigações do assassinato do militante do partido morto por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro neste sábado em Foz do Iguaçu.

O coordenador jurídico da Campanha, Marco Aurelio Carvalho, defendeu a ideia também. “Não foi um crime qualquer. Precisa ser tratado com toda atenção e cuidado. Não é um episódio isolado”, declarou.

A coordenação da campanha de Lula se reúne hoje para debater o assunto. Já está definido, porém, que os partidos da coalizão pedirão uma audiência com o presidente do TSE, Edson Fachin, para entregar um dossiê sobre casos de violência política contra o partido.

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