A ex-cantora gospel Tânia Regina Venâncio Guerra, acusada de matar o marido em São Pedro (SP), foi condenada a 19 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, após passar por júri popular. O julgamento teve início na manhã de terça-feira (26) e seguiu até o início da madrugada desta quarta.

Tânia Regina condenada a 21 anos e sete meses de prisão em regime fechado por matar, em 2013, em São Pedro, o guarda municipal Eliel Silveira Levy, foi mais uma vez submetida ao tribunal do júri para que os jurados confirmem as qualificadoras presentes no caso. A decisão de refazer o julgamento foi do Tribunal de Justiça.

Depois de quase dois anos de investigação, a cantora foi presa em julho de 2015. Ela conseguiu habeas corpus e deixou a penitenciária dois meses depois, quando passou a responder pelo crime em liberdade.

Decisão

“Julgo procedentes os pedidos formulados na denúncia, razão pela qual condeno a ré Tânia Regina Venâncio Guerra à pena de reclusão, pelo prazo de 19 anos e 4 meses, em regime inicial fechado, e à sanção de detenção, pelo período de 4 meses, em regime inicial semiaberto, bem como pecuniária de 28 dias-multa, fixados no valor unitário de 1/30 do salário mínimo”, especifica trecho da decisão.

Entenda o caso

O crime aconteceu setembro em 2013, quando o guarda municipal Eliel Silveira Levy foi encontrado morto no porta-malas de um carro incendiado na zona rural de São Pedro. A perícia apreendeu no veículo um carregador de pistola, um distintivo e partes de instrumentos musicais. Eliel também era músico.

A cantora foi à polícia no fim de 2013 para prestar depoimento após o laudo da perícia identificar o corpo carbonizado como sendo do marido. Tânia o teria matado após descobrir uma relação extraconjugal.

Acusação

Segundo a acusação, Tânia praticou os crimes de homicídio duplamente qualificado: ao matar o marido com traição (valendo-se da intimidade e confiança da vítima para praticar o delito dentro da própria residência do casal) e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (surpreendendo o homem na companhia de outra pessoa); destruição de cadáver: após a consumação do assassinato, a ré, possivelmente contando com a ajuda de um homem ainda não identificado, destruiu o corpo ao colocá-lo no porta-malas do carro da própria vítima e atear fogo. Apenas os restos mortais foram encontrados totalmente carbonizados, e só após perícia da arcada dentária foi possível comprovar a identidade de Eliel.

A ex-cantora também é acusada do crime de fraude processual. Segundo a acusação, a mulher limpou a cena do crime, lavando a residência do casal após tirar a vida do marido, para induzir a erro o perito que realizaria perícia no local.

*Com informações do site Diário do Nordeste