Bolsonaro vai a Porto Velho para agenda com presidente do Peru, Pedro Castillo

Os dois presidentes devem participar de reunião bilateral e de um almoço
| 03/02/2022
- 14:56
Bolsonaro vai a Porto Velho para agenda com presidente do Peru, Pedro Castillo
Foto:Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro viaja nesta quinta-feira a Porto Velho para um encontro com o presidente do , o esquerdista Pedro Castillo, no Palácio Rio Madeira, sede do governo de Rondônia. Na pauta, comércio e acesso a mercados, pandemia, e cooperações nas áreas de fronteiras, defesa e segurança.

Os dois presidentes devem participar de reunião bilateral e de um almoço, este também na companhia do governador do Estado, Marcos Rocha (PSL), e do senador Marcos Rogério (PL-RO), vice-líder do governo no e um dos principais defensores do presidente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

O encontro de Bolsonaro com o político de esquerda acontece em pleno ano eleitoral e no momento em que o presidente brasileiro recicla o discurso de combate à esquerda utilizado em 2018 para se contrapor ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista é favorito nas pesquisas de intenção de voto e, se eleito, fará de Bolsonaro o único presidente brasileiro a não conquistar um novo mandato desde a emenda da reeleição.

Na noite desta quarta-feira, o governo brasileiro anunciou a criação do Vice-Consulado do Brasil em Cusco, que era uma expectativa para a reunião com a contraparte peruana.

Peru Livre

Pedro Castillo foi eleito presidente do Peru em julho de 2021 pelo partido de esquerda Peru Livre. Bolsonaro não foi à posse - enviou o vice-presidente Hamilton Mourão para representá-lo. Professor, sindicalista e antissistema, Castillo já defendeu o fechamento do Congresso e da Suprema Corte do país. Na agenda de costumes, é considerado conservador por ser contrário, por exemplo, à descriminalização do aborto, e o reconhecimento de direitos da população LGBTQIAP+.

O peruano é alvo de denúncias de corrupção e chegou a escapar de um processo de impeachment, rejeitado pelo Congresso local. Para tentar amenizar o cenário político turbulento, Castillo já reformulou seu ministério por três vezes.

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