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Grupo é suspeito de usar meninas para invadir prédios em Recife, Rio e São Paulo

O grupo ostentava nas redes sociais uma vida luxuosa com fotos e vídeos de viagens de avião, maços de dinheiro e passeios de lancha

Maria Eduarda Fernandes Publicado em 07/12/2021, às 15h20

Fachada de um dos prédios que foi alvo do grupo
Fachada de um dos prédios que foi alvo do grupo - Divulgação

A apreensão de duas adolescentes de 15 e 16 anos, no Rio de Janeiro, chocou a capital. As meninas levavam uma vida de ostentação com passeios de helicópteros, lancha e compra de ingressos para camarotes em festas em São Paulo e afins. Elas foram apreendidas pela polícia do Rio, suspeitas de uma série de furtos e roubos praticados em condomínios na zona sul da cidade.

A prisão foi feita pela Delegacia de Copacabana, na última segunda-feira do mês de novembro, dia 29.

Conforme apurado pela UOL, a apreensão das garotas faz parte de uma força-tarefa do DGPC (Departamento Geral de Polícia da Capital), que envolveu cinco delegacias da zona sul do Rio para combater crimes de furtos e roubo de residência na região. Antes, quatro pessoas foram presas na semana passada apontadas como integrantes do grupo, responsável por 45 furtos e dois roubos em apartamentos no Rio de Janeiro.

Já em São Paulo, foram presos Carlos Nolasco, Brenda Chiapetta e Matheus Alexandre. O quinto suspeito já havia sido detido na capital Paulista por outros crimes. Ao todo, sete pessoas foram presas ou apreendidas.

Dupla de adolescentes apreendida

A delegada responsável pela investigação, Natacha de Oliveira, disse que o grupo se aproveitava da aparência das meninas para enganar porteiros e ter acesso aos imóveis. Elas se passavam por parentes ou visitantes, e arrombavam os imóveis usando uma chave de fenda.

As duas adolescentes têm passagem por centros socioeducativos de SP e já cometeram diversas infrações. Ainda de acordo com a delegada, as meninas são suspeitas de serem responsáveis por quase 10 roubos e furtos no Rio. Ambas pertencem a uma quadrilha que se utiliza principalmente de adolescentes para a prática criminosa adotada também em outros estados como Minas Gerais, Pernambuco, Goiás e São Paulo.

Em outubro, foram suspeitas e flagradas por câmeras de segurança usando vestidos brancos e máscaras de proteção e acessando um prédio na Lagoa. Para ter acesso ao condomínio, elas disseram ao porteiro que iriam até o imóvel cujos proprietários tinham acabado de sair, e deixaram o local com malas cheias de joias e relógios, despertando desconfiança do porteiro. As adolescentes foram "resgatadas" por dois homens que chegaram pelo lado de fora e forçaram a maçaneta da porta de vidro da portaria. Todos saíram correndo.

A dupla é suspeita de roubar dinheiro, joias e eletrônicos. Os produtos eram repassados para receptadores que vendiam os itens na internet. Com os ganhos, as meninas chegaram a colocar lentes de contato nos dentes, de acordo com a investigação. As duas estão no Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) do Rio.

A defesa dos suspeitos não se manifestou até a publicação desta reportagem. 

Jornal Midiamax