Globo e Drauzio Varella são condenados a pagar R$ 150 mil para pai de menino morto por Suzy de Oliveira

Suzy foi entrevistada em 2020 para uma reportem sobre mulheres trans em presídios
| 23/06/2021
- 12:00
Globo e Drauzio Varella são condenados a pagar R$ 150 mil para pai de menino morto por Suzy de Oliveira
Suzy de Oliveira apareceu em uma reportagem do Fantástico sobre mulheres trans em presídios. - (Foto: Reprodução/TV Globo)

A e Drauzio Varella foram condenados a pagarem uma multa de R$ 150 mil ao pai do menino morto por Suzy de Oliveira, que apareceu em uma reportagem do Fantástico sobre mulheres trans em presídios. A decisão foi publicada nesta terça-feira (22), pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O por danos morais foi iniciado pelo autor após o "Fantástico" exibir, em março de 2020, uma reportagem em que o médico, em determinado momento, abraça a mulher condenada pela morte do menino de 9 anos.

A decisão judicial em primeira instância é assinada pela juíza Regina de Oliveira Marques, cabendo recurso. O processo alega que o pai da criança "sofreu novo abalo psicológico ao reviver os fatos", ao ser procurado para comentar o caso após a exibição da matéria e a revelação do crime cometido por Suzy.

"Por todo o exposto, julgo parcialmente procedente o pedido inicial para condenar solidariamente os requeridos ao pagamento ao autor de indenização por danos morais no importe de R$ 150.000,00 devidamente corrigido e acrescido de juros de 1% ao mês, ambos desde a data da sentença até o efetivo pagamento", determina a juíza.

Ainda em 2020, Drauzio chegou a publicar um comunicado afirmando que há 30 anos frequenta penitenciárias para tratar da saúde de detentos e que não pergunta o que seus pacientes possam ter feito de errado. "Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico".

A TV Globo também se defendeu dos ataques através de nota lida durante o Fantástico afirma que "os crimes das entrevistadas não foram divulgados, porque este não era o objetivo".

A advogada de Suzy, Bruna Castro, publicou em seu uma carta atribuída à detenta, onde ela diz que não foi perguntada pelo programa sobre seus crimes.

*Com informações do jornal Meia Hora.

Veja também

O financiamento coletivo já foi usado nas eleições de 2018 e 2020

Últimas notícias