Brasil

Collor declara apoio a Bolsonaro nas redes sociais e pede para a população ‘manter o otimismo’

Internautas rebateram com ironia a declaração de apoio do parlamentar

Da Redação Publicado em 07/09/2021, às 07h46

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Divulgação

O ex-presidente e atual senador Fernando Collor (Pros-AL) publicou um vídeo nas redes sociais, vestido com uma camiseta da seleção brasileira, se colocando ao lado do presidente Jair Bolsonaro durante a cerimônia do hasteamento da bandeira, em Brasília, nesta terça-feira, feriado da Independência do Brasil.

"Estou aqui para desejar a vocês um 7 de setembro cheio de alegrias, cheio de paz, com muita saúde e com muita liberdade. Nós todos estamos unidos para fazer deste Brasil um país cada vez mais forte. Vamos manter o nosso otimismo, nossas esperanças e nossa fé de que o Brasil será um país dos nossos sonhos", afirmou Collor.

Internautas rebateram com ironia a declaração de apoio do parlamentar, ao recordarem o pedido de Collor para que “todo o Brasil” fosse às ruas vestido de verde e amarelo durante o seu mandato, em 1992. O objetivo do ex-presidente era mostrar que os opositores de seu governo estavam em minoria. Contudo, em várias cidades do país as pessoas adotaram o preto, com roupas e bandeiras nas fachadas das casas e dos prédios em manifestações contra o ex-líder do executivo.

A reação popular impulsionou o movimento pelo impeachment de Collor, que foi afastado da Presidência da República em outubro. Em dezembro, antes de o Senado aprovar a perda de seu mandato, ele renunciou ao cargo para o qual havia sido eleito em 1989, em eleições acirradas contra o também ex-presidente Lula.

Fernando Collor foi o primeiro presidente eleito pelo voto popular após o fim do regime ditatorial brasileiro. Seu pedido de impeachment foi motivado após serem revelados escândalos de corrupção envolvendo seu tesoureiro de campanha e assistente pessoal, PC Farias. A insatisfação de civis também ocorreu depois da implementação do "Plano de Reconstrução Nacional", que confiscou as poupanças para tentar conter a inflação no país e fortalecer a nova moeda, que na época era o cruzeiro novo.

*Com informações Extra

Jornal Midiamax