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Seis pessoas foram indiciadas pela morte de João Alberto em estacionamento do Carrefour

Seis pessoas foram denunciadas pelo MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), envolvidos na morte de João Alberto Silveira Freitas, morto após ser espancado em uma unidade do supermercado Carrefour, no Rio Grande do Sul. Os acusados irão responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), […]

Gabriel Neves Publicado em 17/12/2020, às 11h48

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Seis pessoas foram denunciadas pelo MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), envolvidos na morte de João Alberto Silveira Freitas, morto após ser espancado em uma unidade do supermercado Carrefour, no Rio Grande do Sul.

Os acusados irão responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), conforme publicado no portal G1. O MP incluiu ainda o racismo como forma da qualificação por motivo torpe.

“Um homicídio triplamente qualificado, além do torpeza ligada ao preconceito racial, nós temos o uso do meio cruel que seria asfixia, além da agressão brutal e desnecessária, junto ao final com o recurso que dificultou a defesa, exatamente por essa superioridade numérica, sempre há impossibilidade de resistência da vítima, que vai a óbito após cinco minutos de manejo cruel por parte de seus agressores”, explicou o promotor André Martinez.

O MP-RS também informou ter instaurado três inquéritos civis: danos coletivos, direitos humanos e patrimônio público.

“Somatório que, unido, somou nessa tragédia. Despreparo dos agentes de segurança, desprezo e desprestigio daquelas pessoas. Por isso, essa discussão fundamental do racismo estrutural. As pessoas esperam que, quando tenha racismo, as pessoas digam: ‘estou te matando porque tu és negro'”, disse o subprocurador para Assuntos Institucionais do MP-RS, Marcelo Dornelles.

Jornal Midiamax