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Irritado, Bolsonaro insiste que estava interessado na segurança familiar

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar na manhã desta sexta-feira (15), que seu interesse nas trocas que pretendia teriam objetivo de promover a segurança de sua família. O ex-ministro Sérgio Moro diz que o mandatário queria fazer trocas na Polícia Federal (PF). “A interferência não é nesse contexto da inteligência não, é […]

Matheus Maderal Publicado em 15/05/2020, às 09h33

O presidente Jair Bolsonaro. (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro. (Marcello Casal Jr./Agência Brasil) - O presidente Jair Bolsonaro. (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar na manhã desta sexta-feira (15), que seu interesse nas trocas que pretendia teriam objetivo de promover a segurança de sua família. O ex-ministro Sérgio Moro diz que o mandatário queria fazer trocas na Polícia Federal (PF).

“A interferência não é nesse contexto da inteligência não, é no contexto da segurança familiar. É bem claro, é na segurança familiar. Não toco PF na palavra, nem Polícia Federal na palavra segurança familiar”, afirmou ao sair do Palácio da Alvorada, ao comentar o vídeo da reunião ministerial.

Bolsonaro afirmou que a PF não é responsável pela sua segurança, que fica a cargo do Gabinete da Segurança Institucional (GSI).

Irritado, o presidente chamou a entrevista de “palhaçada” se recusou a continuar respondendo perguntas sobre o tema. “Eu não vou me submeter a um interrogatório da parte de vocês. Espero que a fita se torne pública para que a análise correta seja feita”, disse.

O presidente disse que, após a divulgação do vídeo da reunião ministerial, será criticado por falar palavrões. “O que rouba e mete a mão, esse está a altura (de ser presidente) e fala bonito Fala manso. Como o ex-presidente boca mole e continua falando besteira por aí”, disse sem citar diretamente a quem se referia.

De acordo com transcrição da reunião ministerial entregue pela defesa de Bolsonaro ao Supremo, o presidente disse aos auxiliares que não pode ser “surpreendido com notícias” e que iria interferir no serviço de informação do ministério.

“Pô, eu tenho a PF que não me dá informações; eu tenho as inteligências das Forças Armadas que não têm informações; a ABIN tem os seus problemas, tem algumas informações, só não tem mais porque tá faltando realmente… temos problemas… aparelhamento, etc. A gente não pode viver sem informação”, afirmou.

“Então essa é a preocupação que temos que ter: a questão estratégia. E não estamos tendo. E me desculpe o serviço de informação nosso – todos – é uma vergonha, uma vergonha, que eu não sou informado, e não dá para trabalhar assim, fica difícil. Por isso, vou interferir. Ponto final. Não é ameaça, não é extrapolação da minha parte. É uma verdade”, afirmou. (Com  informações da Agência Estado)

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