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Instituto Butantã inicia produção da Coronavac em São Paulo

O governador João Doria (PSDB/SP) anunciou nesta quinta-feira, 10, o início da produção nacional da vacina Coronavac, desenvolvida em parceria entre o Instituto Butantã e a farmacêutica chinesa Sinovac. “É um momento histórico”, afirmou. De acordo com ele, o instituto começou a produzir o imunizante na noite desta quarta-feira e contratou 120 técnicos para auxiliar […]

Agência Estado Publicado em 10/12/2020, às 16h22

João Dória. (Foto: Reprodução)
João Dória. (Foto: Reprodução) - João Dória. (Foto: Reprodução)
O governador João Doria (PSDB/SP) anunciou nesta quinta-feira, 10, o início da produção nacional da vacina Coronavac, desenvolvida em parceria entre o Instituto Butantã e a farmacêutica chinesa Sinovac. “É um momento histórico”, afirmou. De acordo com ele, o instituto começou a produzir o imunizante na noite desta quarta-feira e contratou 120 técnicos para auxiliar na produção da vacina, que será feita “24 horas por dia e 7 dias por semana”, aumentando sua capacidade de produção para 1,5 milhão de doses por dia.

Doria também informou que os Executivos de 12 Estados, entre eles São Paulo, e de 912 municípios já formalizaram seu interesse em adquirir doses da vacina.

“Por que iniciar a vacinação em março, como foi anunciado pelo Ministério da Saúde, se podemos iniciar em janeiro, de forma segura e eficiente?”, questionou o governador paulista, fazendo referência ao calendário de imunização apresentado pelo Ministério da Saúde na semana anterior.

Na segunda-feira, ele já havia afirmado que o Estado pretendia começar o plano de imunização em 25 de janeiro. Horas após o anúncio de Doria na última segunda, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou, em nota, que só libera o uso da vacina após a análise de documentos, como os de dados de “fase 3” da pesquisa. “Nenhuma das quatro vacinas em desenvolvimento no Brasil apresentou protocolo de registro. Portanto nenhuma das quatro tem aval para uso amplo neste momento”, disse o presidente Antônio Barra Torres, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Após passar pela Anvisa, a vacina ainda precisa receber um preço, o que é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A análise desse órgão leva até 90 dias, em casos normais, mas a expectativa é de encurtar a análise para as vacinas contra a covid-19.

Na terça-feira, João Doria e o ministro da Saúde Eduardo Pazuello se desentenderam durante uma reunião, após o governador cobrar uma posição da pasta em relação à compra da Coronavac. Em paralelo, especialistas ouvidos pelo Estadão afirmam que é possível distribuir a vacina, desde que ela seja aprovada por pelo menos uma de quatro agências reguladoras internacionais, graças a uma lei federal aprovada no início da pandemia.

Em novembro, um estudo divulgado na revista Lancet Infectious Diseases já havia atestado que a Coronavac produziu anticorpos em 97% dos voluntários, 28 dias após a sua aplicação. No Brasil, a vacina é testada em 13 mil voluntários espalhados por 16 centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

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