Bolsonaro contraria orientações da Saúde e passeia em comércios do DF

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a contrariar as orientações do Ministério da Saúde neste domingo (29) em meio a pandemia do novo coronavírus e optou por fazer um pequeno tour pelas ruas das cidades de Taguatinga e Ceilândia, no Distrito Federal. O governante visitou comércios e cumprimentou diversas pessoas ao seu redor. Na […]
| 29/03/2020
- 17:52
Bolsonaro contraria orientações da Saúde e passeia em comércios do DF
(Foto: Reprodução, Twitter) - (Foto: Reprodução, Twitter)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a contrariar as orientações do Ministério da Saúde neste domingo (29) em meio a pandemia do novo coronavírus e optou por fazer um pequeno tour pelas ruas das cidades de Taguatinga e Ceilândia, no Distrito Federal. O governante visitou comércios e cumprimentou diversas pessoas ao seu redor.

Na sua “saidinha”, Bolsonaro foi às ruas e conversou com ambulantes, foi a comércios que permanecem abertos ao exemplo das farmácias, supermercados e postos de gasolina e visitou o HFA (Hospital das Forças Armadas).

Em seu Twitter, o presidente publicou dois vídeos em sequência onde aparece cumprimentando populares na cidade de Ceilândia e depois, conversou com um vendedor de churrasquinho em Taguatinga.

A atitude de Jair Bolsonaro contraria as recomendações do Ministério da Saúde, comandado por . Uma das orientações é ficar em casa, evitar aglomerações para que o coronavírus dissemine e atinja um maior número de pessoas.

A reunião de sábado (28) entre o presidente Jair Bolsonaro e integrantes de seu primeiro escalão, a fim de tratar de estratégias de enfrentamento ao novo coronavírus, foi marcada por forte tensão. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo afirmou que, no encontro, o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) ergueu o tom ao apresentar diferentes cenários para a evolução da no país e apelou para que o presidente deixe de lado o confronto com governadores e prefeitos, criando espaço para cooperação institucional.

Em certo momento, Mandetta teria explicado que a morte de mil pessoas pela doença é correspondente à queda de quatro Boeings. Depois, foi além e questionou: “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?”.

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