Senadora do PSL de MT é alvo de processo de cassação por gastos ilícitos na campanha

  Eleita senadora da República pelo Estado de Mato Grosso nas eleições de 2018, e apelidada de ‘Sergio Moro de saias’, por sua atuação no judiciário, a ex-juiza Selma Arruda (PSL-MT) enfrenta uma ação da PRE-MT (Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso) que pode levar à cassação de seu mandato. Na ação, divulgada pelo Jornal […]
| 06/03/2019
- 15:51
Senadora do PSL de MT é alvo de processo de cassação por gastos ilícitos na campanha

 

Eleita senadora da República pelo Estado de Mato Grosso nas eleições de 2018, e apelidada de ‘Sergio Moro de saias’, por sua atuação no judiciário, a ex-juiza Selma Arruda (PSL-MT) enfrenta uma ação da PRE-MT (Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso) que pode levar à cassação de seu mandato.

Na ação, divulgada pelo Jornal Folha de São Paulo, a PRE pede ao TRE-MT (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso) a cassação do diploma de Selma e seus suplentes, sob alegação de que cometeram crime de abuso do poder econômico e por gastos ilícitos na campanha de 2018.

Outro pedido da Procuradoria é que seja realizada uma nova eleição para escolha de um senador por Mato Grosso, o que, segundo a Folha, já teria movimentado o cenário político no Estado vizinho, uma vez que o ex-senador e ex-governador Pedro Taques (PSDB), que não conseguiu a reeleição no ano passado, teria intenção de retornar ao Senado Federal.

A Procuradoria alega que a ex-juiza pagou despesas de campanha, de cerca de R$ 1,2 milhão, com ‘recursos de origem clandestina’. A senadora alega que tomou emprestado R$ 1,5 milhão de seu suplente, e que usou o dinheiro em ‘atos ordinários’ de sua vida civil.

No entanto, a PRE argumenta que as investigações mostraram que Selma usou o dinheiro na campanha, e que o contrato de empréstimo entre ela e seu suplente foi uma tentativa de dar legalidade ao financiamento adiantado da corrida eleitoral.

O pagamento a uma empresa de publicidade fora do período eleitoral também entrou na mira da Procuradoria. A ação foi proposta inicialmente por dois candidatos ao Senado derrotados na campanha de 2018.

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Declaração foi dada por Lula em um evento em Fortaleza, no Ceará, no final do mês passado

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